Com recorde, queimadas aumentam em Araraquara pelo terceiro mês seguido

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Por Rian Fernandes

Em um novo recorde, as queimadas urbanas em Araraquara aumentaram pelo terceiro mês consecutivo. Somente em setembro, foram 205 focos de incêndios na cidade, totalizando 932 registros em todo o ano. As chamas causam destruição no meio ambiente e quando se alastram podem atingir casas, veículos, animais e causar danos para a saúde de moradores. Além disso, a devastação em algumas áreas pode ser de grande proporção, como no caso do Parque do Pinheirinho e da Cabeceira do Boi. 

Na noite da última quarta-feira (30) o Parque do Pinheirinho foi atingido por um incêndio de grandes proporções que chamou a atenção de moradores araraquarenses. Um levantamento aproximado, segundo a Prefeitura de Araraquara, apontou que a área atingida tem em torno de 116 mil metros quadrados ou 11,6 hectares, o que equivale a algo perto de 11 campos de futebol. 

Assim como ocorreu no Pinheirinho, na Cabeceira do Boi, região agrícola de Araraquara, um incêndio destruiu cerca de 200 alqueires de cana-de-açúcar e causou prejuízos no dia 17 de setembro. A fumaça, inclusive, se espalhou por boa parte da cidade, sendo vista a quilômetros de distância. 

No entanto, por mais que as queimadas tenham aumentado em Araraquara, com quase mil focos registrados em 2020, os autos de infração elaborados para punir os incendiários ainda não chegam a 150. “Ainda” porque segundo o Daae (Departamento Autônomo de Água e Esgotos) “existe um prazo de tramitação para o procedimento administrativo entre a constatação da infração da queimada em campo e a emissão de auto de infração”. 

Em 2018, ano em que foram registradas 724 queimadas urbanas, 421 autos de infração foram elaborados. Já em 2019, período com 637 focos, foram 495 autos. Já até agosto de 2020, mês em que consta o último levantamento do Daae, foram 145 autos. 

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