Araraquara não tem previsão para receber escola cívico-militar do Estado

Governo de SP iniciou modelo em 100 escolas nesta segunda (2), mas Secretaria confirma que não há unidades nem previsão para a região de Araraquara

Por Direto da Redação-
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Modelo cívico-militar começa em 100 escolas do Estado, mas Araraquara não foi incluída nesta etapa do programa - Foto: Governo do Estado de São Paulo

O Governo do Estado de São Paulo deu início, na segunda-feira (2), ao funcionamento de 100 escolas da rede estadual no modelo cívico-militar. Apesar da expansão do programa em diversas regiões do estado, Araraquara não possui nenhuma escola cívico-militar e não há previsão de implantação de unidades na região neste ano.

A informação foi confirmada ao Araraquara Agora pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), que esclareceu que nenhuma escola da Unidade Regional de Ensino de Araraquara integra a lista das unidades que aderiram ao modelo.

As 100 escolas selecionadas estão distribuídas pela capital, região metropolitana, litoral e interior paulista, em 88 municípios. Uma das cidades contempladas na região central do estado é São Carlos, onde a escola estadual "Professor Arlindo Bittencourt" passou a adotar o modelo.

Como funciona o modelo cívico-militar

As escolas cívico-militares mantêm o Currículo Paulista, a carga horária regular (parcial ou integral), além das avaliações e projetos pedagógicos definidos pela Seduc-SP. O principal diferencial do programa é a presença de policiais militares da reserva, que atuam como monitores.

Esses profissionais auxiliam em atividades relacionadas à segurança, disciplina, acolhimento dos estudantes e promoção de valores cívicos, sem interferir no conteúdo pedagógico ou na autonomia da gestão escolar.

As unidades que aderiram ao modelo foram escolhidas após consulta pública com a comunidade escolar, que incluiu votação de pais ou responsáveis por alunos menores de 16 anos, estudantes a partir de 16 anos e profissionais da escola.

Seleção e capacitação dos monitores

Os monitores do programa passaram por processo seletivo, com análise de documentos e títulos por banca avaliadora. Após a contratação, os militares da reserva são submetidos a avaliações periódicas, feitas por diretores e alunos, além de processos semestrais de desempenho.

Também é obrigatória a participação em um curso de capacitação, com carga mínima de 40 horas, ministrado pela Seduc-SP em parceria com a Secretaria Estadual de Segurança Pública. A formação aborda temas como regimento interno, psicologia escolar, desafios contemporâneos, cultura de paz e segurança no ambiente escolar.

Para garantir o respeito aos direitos e deveres de todos os integrantes, cada escola cívico-militar segue um regimento interno específico. A Secretaria reforça que todas as decisões administrativas e pedagógicas continuam sob responsabilidade do diretor da unidade, indicado pelo Estado.

Situação em Araraquara

Apesar do início do modelo em outras cidades paulistas, a Seduc-SP confirmou que Araraquara não foi contemplada nesta etapa do programa e que não há previsão de novas escolas cívico-militares em 2026.