Dia Mundial da Doença de Alzheimer: atenção para os sinais que podem indicar o início da demência
Especialista alerta para a importância do acompanhamento médico
Foto Ilustrativa/ atlascompany por Freepik
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Celebrado anualmente em 21 de setembro, o Dia Mundial da Doença de Alzheimer tem como objetivo conscientizar a população sobre os sintomas mais característicos da condição. Estimativas da Alzheimer’s Disease International apontam que cerca de 50 milhões de pessoas no mundo vivem com algum tipo de demência.
Segundo a geriatra especialista em cuidados paliativos Dra. Maria Carolyna Fonseca Batista Arbex, além da perda de memória, outros sinais podem indicar o início da doença, como: frequentes alterações de humor e comportamento; desorientação no tempo e espaço; e dificuldades para realizar tarefas habituais.
“O quadro também pode apresentar empecilhos de comunicação, considerável diminuição da capacidade de juízo e de crítica, problemas de raciocínio, mudanças bruscas na personalidade e até mesmo o hábito de guardar objetivos em lugares errados”, explica a especialista.
Já na fase grave da doença, observa-se prejuízo gravíssimo da memória, com incapacidade de registro de dados e muita dificuldade na recuperação de informações antigas. Outros problemas como dificuldade para alimentar-se, incontinência urinária e fecal e intensificação de um comportamento inadequado também são situações frequentemente relatadas.
“Portanto, é imprescindível que ao aparecimento de quaisquer sintomas, os pacientes, parentes ou responsáveis procurem auxílio médico. Com um acompanhamento geriátrico já nos primeiros anos da velhice, o especialista será capaz de notar mudanças de comportamento logo no início, o que ajuda em um tratamento mais eficaz”, diz Arbex.
Diante desse cenário, embora ainda não haja cura para o Alzheimer, Dra. Maria Carolyna explica que existem diversas opções de tratamento, como a terapia ocupacional, reabilitação cognitiva e os medicamentos.
“Lembrando que praticar atividades físicas, dormir bem e manter uma alimentação balanceada auxilia na manutenção da saúde do cérebro, assim como controlar índices de hipertensão, diabetes etc.”
- Formada em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP -Universidade Federal de São Paulo), especialista em Geriatria pela UNIFESP e SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), mestre em Ciências da Tecnologia e Atenção à Saúde pela UNIFESP.
- Especialista em Cuidados Paliativos pela Organização Latinoamerica Pallium e Universidad Del Salvador. É médica assistente do Ambulatório de Memória e Geriatria da Universidade de Araraquara (Uniara).