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Asma é responsável por uma morte a cada 4 horas no Brasil

Pneumologista Flávio Arbex orienta sobre a importância de manter a doença sob controle

-|· 2 min de leitura
Asma é responsável por uma morte a cada 4 horas no Brasil
Ilustração/ Freepik





Dados do Ministério da Saúde apontam que um brasileiro morre por asma a cada 4 horas. Segundo o pneumologista Flávio Arbex, aproximadamente 5% dos pacientes ainda desenvolvem a forma grave da doença, o que implica em crises respiratórias constantes, levando a uma procura mais frequente dos serviços de emergência, internações hospitalares e até mesmo passagens por unidades de terapia intensiva (UTI).

 

“É comum que os pacientes sintam falta de ar e chiado no peito, além de tosse e sensação de cansaço, que podem piorar a noite. Já os gatilhos que aumentam as chances de crises, variam de pessoa para pessoa. Por tratar-se de uma doença multifatorial, suas causas podem se dar tanto por um conjunto genético, quanto por respostas inflamatórias do paciente, como no caso de reações alérgicas a exposições ambientais”, explica Arbex.


Dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) ainda mostram que 9 em cada 10 pacientes com asma não mantêm a doença sob controle. Informações que destacam a necessidade de sempre manter o quadro controlado, com um adequado acesso aos medicamentos e uma regulada disciplina comportamental.

 

“A utilização de bombinhas de corticoide inalatório faz parte do tratamento farmacológico desde o início do diagnóstico, assim como evitar exposição a elementos que possam originar ou piorar o controle da asma, como a presença de poeira excessiva, mofo, tempo seco, queimadas e até mesmo pelúcias ou animais de estimação”, comenta Dr. Flávio.


Por ser uma doença crônica e não apenas uma enfermidade característica da infância ou adolescência, o pneumologista alerta que o paciente mantenha consultas regulares com um médico especializado, a fim de que a doença esteja frequentemente monitorada, regulada e corretamente medicada.

“Assim, evita-se consequências como a perda de função pulmonar ao longo do tempo”, diz o especialista
“Assim, evita-se consequências como a perda de função pulmonar ao longo do tempo”, diz o especialista

Arbex lembra ainda que além das consequências mais graves, a asma também limita o esforço físico, o que impede crianças e adultos de fazerem atividades físicas, como caminhar, correr e andar de bicicleta.

 

“Logo, um tratamento adequado também é capaz de evitar o sedentarismo e todas as suas consequências, mantendo a boa qualidade de vida dos pacientes”.

 

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