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Secretaria Nacional do Consumidor determina recolhimento de petiscos caninos por contaminação; consulte

Ingestão da substância tóxica etilenoglicol resulta, segundo as autoridades sanitárias, “emergência médica”

Por Pedro Peduzzi|· 2 min de leitura
Secretaria Nacional do Consumidor determina recolhimento de petiscos caninos por contaminação; consulte
Foto Ilustrativa/ Pixabay




A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) determinou o recolhimento imediato de petiscos caninos Balance Bifinhos, fabricados pela empresa Balance, marca da BRF Pet.

 

A decisão foi tomada após a própria empresa ter anunciado a contaminação de seus produtos com etilenoglicol, substância tóxica. A ingestão dessa substância resulta, segundo as autoridades sanitárias, “emergência médica”.

 

O recall vale para os seguintes petiscos caninos:
 

  • Balance Bifinhos Filhote Frango: lote 22V074 (fabricado em 15/03/2022);
  • Balance Bifinhos Carne Vegetais: lote 22V085 (fabricado em 26/03/2022);
  • Balance Bifinhos Frango Assado: lote 22V085 (fabricado em 26/03/2022).

 

Na semana passada, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento já havia determinou o recolhimento desses petiscos “em todo o território nacional”, após ter recebido oficialmente o comunicado de recall voluntário dos lotes.

 

“Com o novo comunicado, são ao todo seis empresas com determinação de recolhimento de seus produtos após detecção de dois lotes de propilenoglicol contaminados com monoetilenoglicol, adquiridos da empresa Tecno Clean: Bassar Indústria e Comércio Ltda, FVO Alimentos Ltda, Peppy Pet Indústria e Comércio de Alimentos para Animais, Upper Dog comercial Ltda, Petitos Indústria e Comércio de Alimentos, e agora a Pets Mellon Industria de Produtos para Alimentação Animal Ltda”, informou no dia 21 o ministério.

 

O propilenoglicol é produto de uso permitido na alimentação animal, desde que seja adquirido de empresas registradas.

 

“As investigações que estão sendo realizadas são relacionadas a uma possível contaminação do propilenoglicol por monoetilenoglicol. Até o momento, não existe diretriz do ministério de suspender o uso de produtos que contenham propilenoglicol na sua formulação, além dos já mencionados”, informou em nota.

 

Segundo a Senacon, não há até o momento “evidências de mortes de cães causadas pela ingestão dos petiscos”. Em nota oficial, a empresa afirma que conduz a realização de análises técnicas próprias e independentes.

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