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Tribunal do Júri

Dupla acusada de matar homem com facão será julgada nesta terça-feira em Araraquara

A ossada de Júlio César Severino Ribeiro foi encontrada enrolada em um tapete no bairro do Maria Luiza; o crime aconteceu em outubro de 2022

Flávio Fernandes|· 2 min de leitura
Dupla acusada de matar homem com facão será julgada nesta terça-feira em Araraquara
Foto: Arquivo Araraquara Agora
A dupla acusada de matar Júlio César Severino Ribeiro, será julgada pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (5), em Araraquara. O crime aconteceu em outubro de 2022, no bairro Jardim Maria Luiza.

O processo corre em segredo de Justiça e o Araraquara Agora teve acesso com exclusividade a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo que aponta que Antônio Luiz Teixeira e Valdinete de Lima Ribeiro planejaram e executaram o crime de maneira fria e calculada e eles ainda são acusados de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, com requintes de crueldade e motivos torpes.

Na época o corpo de Júlio César que tinha 48 anos foi encontrado em uma área de mata próxima à sua residência e a investigação da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) revelou que a morte da vítima foi motivada por um triângulo amoroso e por desavenças pessoais. 

Foto: Arquivo Araraquara Agora
Foto: Arquivo Araraquara Agora


De acordo com os investigadores, Valdinete,que mantinha um relacionamento com Júlio, também tinha uma relação conturbada e possessiva com Antônio. Na noite do crime, os acusados atraíram a vítima para sua própria casa, onde ele foi golpeado com um facão.

Após o assassinato, os réus enrolaram o corpo em um tapete e transportaram até um local de díficil acesso e o abandonaram. Além disso, a dupla ainda tentou despistar a polícia ao informar falsamente o desaparecimento de Júlio, alegando que ele havia saído de casa após uma discussão.

O MP-SP destacou o caráter cruel e premeditado do crime, enfatizando o uso de violência extrema e o planejamento detalhado para ocultar o corpo da vítima. Ainda segundo a denúncia a prisão preventiva é essencial para garantir a ordem pública e evitar qualquer influência nos depoimentos das testemunhas, pois ambos os réus têm histórico de intimidação.

A defesa dos réus foi procurada e disse que vai se manifestar somente após o resultado do julgamento.
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