Caso Será Investigado
Empresário jurado de morte pelo PCC é assassinado a tiros no Aeroporto de Guarulhos
A vítima Antônio Vinícius Lopes Gritzbach havia afirmado acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo; outras três pessoas ficaram feridas no tiroteio

Os atiradores fugiram em um veículo que foi posteriormente abandonado nas proximidades, onde foram encontrados coletes à prova de balas e munições de fuzil.
QUEM ERA VINÍCIUS GRITZBACH?
Vinícius Gritzbach era um empresário do setor imobiliário, conhecido por sua atuação em investimentos com criptomoedas. Nos últimos anos, ele esteve envolvido em investigações relacionadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Em 2021, foi acusado de ser o mandante dos assassinatos de Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como “Cara Preta”, e de seu motorista, Antônio Corona Neto, o “Sem Sangue”, ambos membros influentes do PCC.

ACUSAÇÕES E CONFLITOS COM O PCC
Segundo o Ministério Público de São Paulo, Gritzbach teria desviado cerca de R$ 100 milhões da facção, valores que deveriam ser investidos em criptomoedas. A suspeita de desvio levou ao suposto planejamento das mortes de “Cara Preta” e “Sem Sangue” em dezembro de 2021. Após esses eventos, Gritzbach tornou-se alvo do PCC, sendo sequestrado e submetido a um “tribunal do crime” da facção, onde foi mantido em cativeiro por várias horas. Posteriormente, ele foi preso e, em abril de 2024, firmou um acordo de delação premiada com o Ministério Público, revelando esquemas de lavagem de dinheiro da facção, incluindo a participação de agentes de jogadores de futebol.
ATENTADOS E AMEAÇAS ANTERIORES
Em dezembro de 2023, Gritzbach foi alvo de um atentado em seu apartamento no Jardim Anália Franco, zona leste de São Paulo, quando um tiro atingiu a janela de sua sacada. Em junho de 2024, foi sequestrado novamente, sendo liberado após algumas horas. Esses episódios evidenciam a constante ameaça que pairava sobre ele devido aos conflitos com o PCC.
INVESTIGAÇÃO EM ANDAMENTO
As autoridades estão investigando o ataque no aeroporto, analisando imagens de câmeras de segurança e buscando identificar os responsáveis pelo crime. A morte de Gritzbach ocorre em meio a uma série de operações policiais contra o PCC e seus esquemas de lavagem de dinheiro, destacando a complexidade e os riscos envolvidos nas relações entre o crime organizado e o setor empresarial.
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