Novos Desdobramentos
Ministério Público de SP denuncia acusados pela morte de empresário em casa noturna de Araraquara
O MP denunciou todos os envolvidos por homicídio triplamente qualificado; o gerente e um bombeiro civil ainda seguem foragidos

A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) concluiu o relatório da investigação e enviou ao MP e agora o caso vai ao Tribunal do Júri no ano que vem. Na denúncia a promotoria entendeu que o crime foi cometido com meio cruel, asfixia mecânica e ação que dificultou a defesa da vítima.
PRIMEIRO DEPOIMENTO DOS ENVOLVIDOS
Logo após o ocorrido, os dois seguranças, prestaram depoimentos ainda na madrugada quando aconteceu o crime no Plantão Policial. Danilo Valarini relatou que Fábio passou mal e começou a ter espasmos enquanto era contido por outro segurança e pelo gerente. Ele afirmou que o bombeiro civil foi acionado para prestar atendimento até a chegada da USA (Unidade de Suporte Avançado) do Samu.
O acusado ainda relatou que o empresário teria jogado uma garrafa de whisky no chão após se desentender com um cliente e alegou não ter agredido a vítima, dizendo que apenas ajudou a contê-lo.
O outro segurança Adrian Vidal, também foi ouvido e contou que Fábio estava alterado, causando reclamações de outros frequentadores, incluindo até relatos de assédio. O gerente de 32 teria pedido para ele se comportar, o que não foi bem aceito.
Segundo o depoimento o empresário reagiu ao pedido, arremessando a garrafa no chão e foi contido em seguida, mas durante a intervenção, Cross teria resistido e em seguida começou a passar mal.
Já o cliente Eduardo Carrascosa, foi ouvido 18 dias depois na DIG e relatou ter presenciado a confusão perto do bar e confirmou que ajudou a retirar Fábio do local junto com seguranças. Ele negou agressões e afirmou ter visto um segurança dando cotoveladas na vítima durante o tumulto.
AVANÇO DAS PRISÕES E FORAGIDOS
Na última terça-feira (3), o segurança Danilo e o cliente Eduardo foram presos pela Força Tática e investigadores da DIG nos bairros do Jardim Pinheiros ll e São José. O terceiro envolvido Adrian se entregou nesta sexta-feira (6), na DIG acompanhado de seu advogado.
O gerente da casa noturna de 32 anos e um bombeiro civil de 50 seguem foragidos.
LAUDO CONFIRMA ASFIXIA COMO CAUSA DA MORTE
O laudo complementar do IML (Instituto Médico Legal) que foi anexado no inquérito da Polícia Civil confirmou que a morte do empresário foi causada por asfixia mecânica decorrente de um golpe conhecido como “mata-leão”.
Imagens das câmeras de segurança, encontradas por policiais civis em um HD escondido no telhado do estabelecimento, mostram Fábio sendo asfixiado em dois momentos distintos – primeiro por um dos seguranças e depois pelo gerente. Apesar de admitirem a existência das câmeras, os seguranças alegaram desconhecer o funcionamento do sistema na ocasião.
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