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Flagrante

Estudante embriagada é presa pela Guarda Municipal após causar acidentes no Centro de Araraquara

A jovem passou por um exame clínico no IML (Instituto Médico Legal) onde foi constatado embriaguez e após pagar fiança no Plantão Policial acabou sendo liberada

Flávio Fernandes|· atualizado em 18/03/2025 às 14:28· 5 min de leitura
Estudante embriagada é presa pela Guarda Municipal após causar acidentes no Centro de Araraquara
Foto: Colaboração
 

*Matéria atualizada com a manifestação da defesa

Uma estudante embriagada de 28 anos foi detida pela Guarda Municipal na manhã desta segunda-feira (17), após causar acidentes no Centro de Araraquara. 

Segundo informações a jovem estava conduzindo um Honda Civic de cor preta pela Rua dos Libaneses (R.14), depois entrou na Avenida 15 de Novembro e só parou quando colidiu contra uma placa de sinalização na Rua Maria Janasi Biagioni. A condutora ainda quase atropelou um ciclista e um motociclista, durante o trajeto de aproximadamente 2 quilômetros que foram percorridos. 

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O Samu esteve no local, mas a motorista recusou atendimento médico e depois foi conduzida pelos GCMs para o Plantão Policial. O delegado solicitou que ela fizesse um exame clínico no IML (Instituto Médico Legal), onde foi constatado a presença de álcool no sangue. A defesa nega (veja 

Diante dos fatos a estudante foi presa em flagrante, por embriaguez ao volante e ainda estava com a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) vencida. Um advogado esteve na delegacia junto com o pai da jovem e pagaram uma fiança de R$ 1.520. 

A motorista foi liberada após o pagamento e vai responder o processo em liberdade. 

Defesa contesta versão

A defesa da estudante de medicina de 28 ano, contestou as informações inicialmente divulgadas sobre o caso. Segundo o advogado da jovem, Paulo Roberto Pereira Marques, a conduta da motorista no dia do ocorrido não foi resultado de embriaguez ao volante, mas sim de um episódio de Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), agravado por privação de sono e interação medicamentosa.

O acidente ocorreu na última segunda-feira (17), quando a estudante colidiu contra uma placa de sinalização após percorrer cerca de dois quilômetros dirigindo de forma errática. Relatos apontam que, durante o trajeto, ela quase atingiu um ciclista e um motociclista. Detida pela Guarda Civil Municipal (GCM) e conduzida à delegacia, foi submetida a exame clínico no Instituto Médico Legal (IML), onde, segundo a polícia, constatou-se a presença de álcool em seu organismo. No entanto, a defesa nega essa informação.

Defesa nega embriaguez e aponta transtorno psiquiátrico

Em nota oficial, o advogado da jovem afirmou que as notícias divulgadas até o momento não correspondem totalmente à realidade. Ele explica que sua cliente é diagnosticada com Transtorno Afetivo Bipolar, uma condição que provoca variações extremas de humor, podendo levar a estados de mania e depressão.

No dia do ocorrido, segundo a defesa, a estudante estava passando por um episódio maníaco devido à privação do sono e à interação medicamentosa. Essa condição, conforme argumenta o advogado, alterou seu estado psicomotor, comprometendo sua capacidade de discernimento e controle.

A defesa ainda contesta a alegação de embriaguez, reforçando que a jovem não ingeriu álcool e que não houve exame específico que confirmasse essa acusação. O advogado pontuou que as circunstâncias do caso serão devidamente esclarecidas no decorrer do processo judicial, com a inclusão de laudos médicos que comprovem o quadro psiquiátrico da estudante.

Processo seguirá em liberdade

Após ser detida, a estudante foi liberada mediante o pagamento de uma fiança de R$ 1.520,00. Ela responderá ao processo em liberdade, enquanto a defesa trabalha na coleta de provas para embasar sua versão dos fatos.

A repercussão do caso gerou questionamentos sobre a responsabilidade de motoristas com condições psiquiátricas graves, especialmente em relação à capacidade de dirigir e os riscos envolvidos. Especialistas afirmam que pessoas diagnosticadas com transtornos mentais que possam comprometer sua cognição e reflexos devem ser acompanhadas por profissionais da saúde e, em alguns casos, podem ter a habilitação suspensa temporariamente.

A defesa da estudante reitera que todas as provas médicas serão anexadas ao processo, e reforça que sua cliente não tinha plena consciência do que estava fazendo no momento do acidente. A versão oficial do caso segue sendo investigada pelas autoridades.

Confira a nota da defesa na íntegra:

O advogado criminalista Paulo Roberto Pereira Marques, que patrocina a defesa da acadêmica de Medicina, esclarece que os fatos veiculados pela mídia local sobre o lamentável incidente ocorrido na data de ontem (17/03) na Avenida Quinze de Novembro n. 01 - cruzamento com a rua dos Libaneses na comarca de Araraquara/SP, não corresponde com a completa realidade dos fatos.

O advogado esclarece que a jovem estudante é portadora da patologia Transtorno Afetivo Bipolar (TAB), caracterizado por alterações no humor, que podem variar entre depressão, mania, hipomania e/ou ciclotimia, sendo certo que no dia dos fatos a académica estava com estado psicomotor alterado em razão de privação do sono, interação medicamentosa, e estado de humor maníaco, características típicas do transtorno, o qual será devidamente comprovado nos autos do processo no decorrer da marcha processual.

Por outro lado, esclarece a defesa que a acadêmica não estava embriagada por uso de substância alcoólica, uma vez que sequer fez exames que corroboram essa afirmação, conforme erroneamente noticiado pela mídia.

Por fim, reitera que a discente estava com estado anímico alterado em razão de sua patologia. Não podendo, naquele momento, compreender o caráter ilícito dos fatos e de determinar-se de acordo com esse entendimento em virtude de sua debilidade psíquica. Conclui aduzindo que o conjunto probatório de suas alegações será oportunamente encartado aos autos! 

 

 

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