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Projeto Inédito

SAP lança primeiro 1º Clube de Leitura para presos não alfabetizados na Penitenciária de Araraquara

O projeto pioneiro no sistema prisional foi apresentado nesta quarta-feira (23) e será aplicado nas unidades de Ribeirão Preto, Serra Azul III e Jardinópolis com a proposta de desenvolver sete ciclos mensais de leitura e a previsão é de 280 atendimentos em 2025

Flávio Fernandes|· 2 min de leitura
SAP lança primeiro 1º Clube de Leitura para presos não alfabetizados na Penitenciária de Araraquara
Foto: Funap

 

 

A Penitenciária “Dr. Sebastião Martins Silveira” foi palco de um evento histórico onde foi realizado o lançamento do 1º Clube de Leitura para presos não alfabetizaos em Araraquara. A cerimonia foi realizada na tarde desta quarta-feira (23), na unidade. 

A iniciativa da SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), por meio da FUNAP (Fundação “Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel”), em parceria com a Fundação Observatório do Livro e da Leitura, marca uma virada humanizadora na educação dentro dos presídios.

O projeto piloto apresentado no Dia Mundial do Livro, visa democratizar o acesso à literatura entre os reeducandos que ainda não dominam a leitura e a escrita. O programa será implementado inicialmente em quatro unidades prisionais como Araraquara, Ribeirão Preto, Serra Azul III e Jardinópolis com a proposta de desenvolver sete ciclos mensais de leitura e a previsão é de 280 atendimentos em 2025.

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Foto: Funap
Foto: Funap

A metodologia inclui leituras em grupo, em duplas e via audiolivros com uso de tablets sem acesso à internet e mediação feita por profissionais capacitados. Os participantes apresentarão relatórios orais gravados e transcritos para fins pedagógicos e documentais.

Durante o evento estiveram presentes diversas autoridades, entre elas o prefeito Luis Claudio Barreto, o juiz José Roberto Bernardi Liberal, o vereador Marcelinho e representantes da SAP, Polícia Penal, Funap e o Capitão Adilson José Gardim da PM. 

 

“Nosso compromisso é criar oportunidades que gerem novas perspectivas. Mesmo em um ambiente de privação, é possível construir caminhos de transformação”, afirmou o Chefe de Departamento da Unidade Prisional, Marcelo Pedro Antonio.

 

Para Galeno Amorim, presidente do Observatório do Livro e da Leitura, a ação é um exemplo de como a união entre Estado, sociedade civil e iniciativa privada pode combater um dos maiores desafios do sistema prisional: o analfabetismo e a exclusão educacional.

Foto: Funap
Foto: Funap

O evento também foi acompanhado de perto pelo jornalista Flávio Fernandes do Araraquara Agora que destacou a importância do projeto como política pública de inclusão e ressocialização.

O Clube de Leitura reforça o papel da cultura e da educação como ferramentas fundamentais na reintegração social, abrindo portas para que, mesmo privados de liberdade, os participantes reencontrem propósito, autoestima e caminhos para recomeçar.

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