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Paralisação

Se governo não sinalizar, greve geral dos servidores de Araraquara deve começar na terça; entenda

Servidores já decretaram greve e dão prazo até hoje (19) para governo negociar

Cassiane Chagas|· 3 min de leitura
Se governo não sinalizar, greve geral dos servidores de Araraquara deve começar na terça; entenda
Servidores de Araraquara aprovam greve em assembleia por reajuste salarial e valorização profissional / Foto: SISMAR/ Assembleia da última sexta-feira (16) onde se definiu a paralisação.

 

 

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Mais de mil servidores municipais de Araraquara devem entrar em greve geral por tempo indeterminado nesta terça-feira (20), caso o governo do prefeito Lapena não retome as negociações salariais até hoje (19). A decisão foi tomada em assembleia realizada na noite da última sexta-feira (16), durante ato em frente à sede da Prefeitura.

 

A mobilização liderada pelo SISMAR (Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região) é uma resposta direta à interrupção unilateral das negociações da data-base 2025 pela administração municipal. O movimento ganhou força após o envio de um projeto de reajuste à Câmara Municipal que foi rejeitado em assembleia por não atender às reivindicações da categoria.

 

A proposta do governo prevê reajuste de 5,49% baseado no IPCA-15, mas, segundo o sindicado, “com cortes que penalizam os menores salários”.

 

 

“O valor do abono pecuniário seria retirado do salário e incorporado ao vale-alimentação, o que compromete a renda de quem já ganha menos. O reajuste não cobre a perda causada pela retirada do abono, e o vale-alimentação. Não paga boletos”.

 

 

 

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Assembleia Permanente e Próximos Passos

 

Com a greve decretada, os servidores marcaram novo encontro nesta segunda-feira (19), às 19h, em frente à Prefeitura. A expectativa é que o governo sinalize a retomada do diálogo para evitar a paralisação. “Caso contrário, os serviços públicos serão interrompidos a partir de 00h do dia 20 de maio, afetando todas as secretarias, departamentos e fundações, exceto os setores considerados essenciais”, afirma o SISMAR

 

Reivindicações da Categoria

 

A pauta de reivindicações dos trabalhadores é extensa e detalhada. Entre os principais pontos estão:

 

✔ Reposição da inflação entre maio de 2024 e abril de 2025, somada a um aumento real de 10%;

 

✔ Aumento do vale-alimentação para R$ 1.200,00, acompanhando o custo da cesta básica na cidade;

 

✔ Desvinculação das faltas abonadas do vale-alimentação, protegendo o benefício em casos de doença;

 

✔ Majoração do abono pecuniário para R$ 250,00;

 

✔ Implantação de subsídio para plano de saúde dos servidores da Fungota, nos mesmos moldes dos benefícios da Prefeitura e DAAE;

 

✔ Reposição de perdas salariais acumuladas nos últimos cinco anos, com cronograma definido;

 

✔ Progressão salarial por tempo de serviço com base no piso municipal;

 

✔ Licença sem vencimentos e faltas abonadas também para servidores da Fungota;

 

✔ Alterações na aplicação dos subsídios, com maior transparência.

 

 

A Proposta do Governo

 

A contraproposta da Prefeitura inclui:

 

✔ Reajuste salarial de 5,49%;

✔ Vale-alimentação reajustado de R$ 850 para R$ 1.150,00;

✔ Incorporação parcial do abono pecuniário no benefício;

✔ Valor fixo do vale passa de R$ 440 para R$ 940;

✔ Valor variável é reduzido de R$ 410 para R$ 210.

 

A administração justifica a alteração dizendo que a fixação maior do benefício evita descontos decorrentes de faltas e garante maior estabilidade financeira ao servidor.

 

 

Além disso, afirma que a proposta foi elaborada com base na Lei de Responsabilidade Fiscal e atualizações do cenário orçamentário.

 

 

Legalidade e Impactos da Greve

 

 

O SISMAR notificou oficialmente a Prefeitura conforme prevê a Lei de Greve nº 7.783/1989, respeitando o prazo legal de 72 horas. Segundo o sindicato, todos os serviços essenciais manterão um percentual mínimo de funcionamento para não prejudicar a população em áreas críticas como saúde e segurança.

 

 

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