Investigação
Polícia Civil investiga falha técnica em explosão que matou jovem em usina de Américo
A vítima Carlos Henrique Rúbio da Silva foi atingido por uma tampa pressurizada e as investigações iniciais apontam uma possível falha no procedimento técnico; a empresa afirma que está colaborando com as investigações

A Polícia Civil investiga a morte do jovem Carlos Henrique Rúbio da Silva de 23 anos ocorrida no final da tarde da última quarta-feira (21), na Usina Santa Cruz, em Américo Brasiliense.
Segundo boletim de ocorrência Carlos era operador e atuava no descarregamento de creme de levedura de caminhões-tanque. De acordo com o relato do gerente de produção da empresa de 37 anos, o produto é armazenado sob pressão sendo obrigatório por normas de segurança, realizar a despressurização do tanque antes da abertura da tampa superior conhecida como “boca de visita”.
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Por motivo ainda desconhecido, essa etapa crucial não foi realizada e ao abrir a tampa, a peça foi violentamente projetada contra o rosto da vítima que caiu do veículo tipo cavalo trator acoplado a carreta. Ele chegou a ser socorrido inconsciente ao Hospital São Francisco (Hapvida) em Américo, mas não resistiu aos ferimentos.
O óbito foi confirmado às 19h do mesmo dia e a causa foi apontada pelos médicos, como traumatismo craniano seguido de parada cardíaca. O local onde o acidente aconteceu, foi preservado para o trabalho da perícia.
O corpo de Carlos Henrique foi sepultado na tarde desta quinta-feira (22), no Cemitério Municipal de Santa Lúcia, cidade onde ele residia com a família. A cerimônia foi acompanhada por parentes, amigos e colegas de trabalho que lamentaram a tragédia.
A Usina Santa Cruz se manifestou em nota e disse que está prestando apoio a família do jovem, além de estar colaborando com as investigações.
“A empresa informa a ocorrência de um acidente grave, no dia 21 de maio, em sua unidade em Américo Brasiliense. O colaborador, apesar de prontamente socorrido e encaminhado para o hospital local, não resistiu e veio a óbito. A Companhia está prestando todo apoio e atendimento aos familiares e colaborando com as investigações”.
O delegado de plantão esteve no local e em análise preliminar classificou o caso como acidente de trabalho, destacando a necessidade de apuração mais detalhada para verificar eventual responsabilidade criminal. Um boletim de ocorrência foi registrado como homicídio culposo — quando não há intenção de matar — em razão da possível inobservância de regra técnica de segurança no ambiente de trabalho.
A autoridade responsável afirmou que a continuidade da investigação ficará com o delegado Jesus Nazaré Romão que aguarda os laudos técnicos e eventuais depoimentos, inclusive para avaliar se houve negligência ou falha operacional por parte da empresa ou de terceiros.
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