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Tribunal do Júri

Homem acusado de participar de homicídio será julgado em Araraquara

Fernando Henrique de Conti é réu por ter participado do espancamento de Carlos Alberto Rossan que não resistiu aos ferimentos e morreu 15 dias depois na Santa Casa da cidade; o crime aconteceu em outubro de 2021 no Jardim Adelaide

Flávio Fernandes|· 2 min de leitura
Homem acusado de participar de homicídio será julgado em Araraquara
Foto: Arquivo Araraquara Agora
  O julgamento de Fernando Henrique de Conti de 36 anos acusado de participar da morte de Carlos Alberto Rossan de 58, será realizado na manhã desta terça-feira (10), no Fórum de Araraquara. O caso será analisado pelo Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal e a audiência é aguardada com expectativa por familiares da vítima e moradores da região.   O crime aconteceu no dia 27 de outubro de 2021 e de acordo com as investigações da Polícia Civil Fernando Henrique de Conti e Vitor Marchetti invadiram a residência de Carlos — situada nos fundos de um imóvel na Avenida Engenheiro Roberto Lebre Sampaio, no Jardim Adelaide.   A vítima que vivia sozinha e tinha histórico de envolvimento com drogas, foi amarrada pelos pés e mãos além de ser espancada com socos, chutes, pedaços de madeira e tijolos por cerca de 40 minutos. Consta no boletim de ocorrência que os autores gritavam durante as agressões que se tratava de uma cobrança de dívida de drogas.   A violência foi tamanha que Carlos ficou inconsciente, com múltiplos traumas e um vizinho, conhecido como “Belo”, tentou intervir e entrou em luta corporal com os agressores que fugiram sem levar nada da casa. O homem foi socorrido pelo SAMU e levado à Santa Casa, onde ficou internado em estado grave na UTI.   Carlos morreu cerca de 15 dias depois e o laudo do IML (Instituto Médico Legal) aponta que a causa da morte foi septicemia de foco pulmonar e politraumatismo, resultantes das lesões provocadas pelas agressões. Com base nas investigações e laudos técnicos, o Ministério Público de São Paulo denunciou Fernando e Vitor por homicídio qualificado, com as seguintes agravantes: Motivo torpe (vingança por dívida de drogas), meio cruel (espancamento prolongado) e impossibilidade de defesa da vítima.   A promotoria também destacou que o crime foi cometido de forma premeditada e em coautoria, com divisão de tarefas entre os agressores. A denúncia foi aceita pela Justiça e o jovem segue preso preventivamente na Penitenciária de Araraquara desde então.
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