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PED

Alcindo Sabino assume PT de Araraquara enquanto disputa nacional permanece indefinida

Eleição local consolida liderança de Sabino, mas disputa nacional segue sem conclusão após divergências em Minas Gerais

Geisa Ferreira da Silva|· 4 min de leitura
Alcindo Sabino assume PT de Araraquara enquanto disputa nacional permanece indefinida
Alcindo Sabino é eleito à presidência do PT de Araraquara, enquanto resultado nacional segue indefinido após impasse em Minas Gerais Foto: Reprodução/Redes Sociais.

 

 

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O cenário político do Partido dos Trabalhadores (PT) vive momentos intensos, tanto em Araraquara quanto no plano nacional. No município, o vereador Alcindo Sabino foi eleito o novo presidente do Diretório local e sucederá Everson Inforsato, o Dicão. A escolha ocorreu durante o Processo de Eleição Direta (PED) do partido, realizado neste domingo (6), refletindo o vigor da militância petista na cidade.

 

Sabino conquistou 471 dos 477 votos válidos, demonstrando força e apoio expressivo entre os filiados. Em pronunciamento nas redes sociais, ele agradeceu a confiança recebida.

 

 

“Com muita alegria e gratidão, recebo a missão de presidir o PT de Araraquara. Ser eleito para essa responsabilidade, com o apoio de tantas companheiras e companheiros, me enche de orgulho e reforça ainda mais o compromisso com a nossa militância e com o futuro do nosso partido.”

 

O novo presidente também destacou o papel da base partidária. “A cada filiado e filiada que esteve conosco neste domingo, meu muito obrigado. É a força de vocês que mantém o PT vivo, combativo e unido. Vamos seguir juntos, com coragem, diálogo e compromisso com a transformação social.”

 

 

 

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Resultado nacional indefinido gera incertezas

 

Enquanto em Araraquara a definição ocorreu sem grandes disputas, no cenário nacional a eleição petista enfrenta turbulências. Apesar de a votação ter acontecido no domingo, entre 9h e 17h, ainda não há um resultado oficial divulgado. O motivo é a suspensão da votação em Minas Gerais, estado que representa cerca de 10% do eleitorado nacional do partido.

 

A paralisação ocorreu devido à judicialização do processo eleitoral. A deputada federal Dandara Tonantzin, do PT mineiro, recorreu à Justiça para assegurar sua candidatura à presidência do diretório estadual, após ter sido impugnada por questões relacionadas ao pagamento de taxas partidárias.

 

A decisão judicial foi favorável a parlamentar, mas não houve tempo hábil para imprimir e distribuir novas cédulas eleitorais em todos os municípios mineiros, resultando na suspensão da votação no estado.

 

Por conta disso, ainda não há previsão para a conclusão da apuração e tampouco se sabe se o resultado nacional poderá ser divulgado mesmo sem os votos de Minas Gerais. Integrantes do partido avaliam que, embora a ausência dos votos mineiros possa gerar impacto no resultado, a tendência é de vitória tranquila para Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara e favorito ao cargo nacional, com apoio do presidente Lula.

 

 

Edinho Silva lidera votação local e fala em reconstrução do Brasil

 

 

Em Araraquara, Edinho teve desempenho esmagador na votação para o diretório nacional, somando 442 votos, bem à frente de seus adversários. Rui Falcão ficou em segundo lugar, com apenas 10 votos, enquanto Valter Pomar obteve 3 votos.

 

Nas redes sociais, Edinho celebrou a mobilização partidária. “A votação do PED 2025 terminou, mas a mobilização continua. O PED foi uma verdadeira demonstração da força da nossa militância e do compromisso com um PT cada vez mais forte e democrático”, disse.

 

“Seguimos juntos, com esperança e coragem, para reconstruir o Brasil e enfrentar os desafios que estão por vir. Muito obrigado a todas e todos que participaram desse processo!”

 

 

 

Humberto Costa critica interferência judicial

 

O imbróglio jurídico envolvendo Minas Gerais também gerou reação do senador Humberto Costa, presidente interino do PT. Para ele, a decisão de levar a questão à Justiça fere a autonomia partidária. “As decisões do partido devem ser tomadas no âmbito do partido e o que for decidido deve ser cumprido por todos. Além do mais, a decisão que foi tomada pelo diretório nacional foi por larga margem. Então, entendo que foi uma posição equivocada, errada, mas quem vai poder decidir o que fazer diante disso é o diretório nacional”.

 

 

Por enquanto, nós entramos com a contestação na Justiça, por considerarmos que não é papel da Justiça interferir na vida interna de nenhum partido e, por outro lado, também vamos discutir o que fazer depois que essa questão for definitivamente decidida”, disse.

 

 

Desafios à frente do PT nacional

 

Com a forte possibilidade de assumir a presidência nacional do PT, Edinho Silva terá, além da tarefa de ampliar as alianças políticas com foco nas eleições de 2026, o desafio de acalmar divergências internas dentro do partido.

 

 

O petista é visto como um nome moderado, alinhado ao projeto de centro-esquerda e próximo do presidente Lula, considerado peça-chave para costurar alianças que deem sustentação ao governo e consolidem a estratégia eleitoral petista para os próximos anos.

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