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Caso Baile Funk

Ministério Público de São Paulo denuncia acusados de tiroteio em baile funk de Araraquara

O MP-SP denunciou por tentativa e homicídio consumado Arthur Tavares Ferraz conhecido como “Japa” que está preso na Penitenciária da cidade e Cléverton Soares que segue foragido; o crime aconteceu em março deste ano na Ascar e terminou com a morte de Erivelton dos Santos Anunciação e deixou outras cinco pessoas baleadas

Flávio Fernandes|· 3 min de leitura
Ministério Público de São Paulo denuncia acusados de tiroteio em baile funk de Araraquara
Foto: Flavio Fernandes/Araraquara Agora
    O Ministério Público de São Paulo denunciou Arthur Tavares Ferraz de 25 anos conhecido como “Japa” e Cléverton Soares de 31, apontados como autores e coautores do homicídio de Erivelton dos Santos Anunciação e da tentativa de outras cinco vítimas durante um baile funk no Clube da Ascar em março deste ano na Estrada Abílio Augusto Corrêa no bairro dos Machados, em Araraquara.   A investigação conduzida pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) concluiu que um adolescente de 17, que chegou a se apresentar não era o atirador e o autor que efetuou os disparos, utilizando um revólver calibre .44 era Arthur. O outro homem teve participação direta nos crimes, inclusive auxiliando na fuga de Japa.    O ataque deixou cinco feridos entre elas Erivelton de 32, que morreu após ficar internado por cerca de duas semanas na Santa Casa. As demais vítimas, foram os seguranças L.P.S. de 24 anos e L.A.R.S. 31, B.O.J. 27, o adolescente P.G.C, 17 e C.H.S de 19, conhecido como “Cheroco” que foi preso por furto na época e tem envolvimento com o tráfico de drogas.    O MP denunciou Arthur por homicídio qualificado, por motivo fútil e com uso de meio que gerou perigo comum, quatro tentativas de homicídio qualificado com as mesmas qualificadoras e posse ou porte ilegal de arma de fogo. Já Cléverton foi denunciado como coautor do homicídio qualificado consumado e das cinco tentativas, por participação ativa antes, durante e depois do crime de acordo com as investigações, além de também contribuir para a permanência do autor do crime em local incerto, dificultando sua captura.   
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A DIG reuniu depoimentos de testemunhas, vítimas e organizadores do baile funk e a apuração mostrou que Japa teria se envolvido em uma discussão dentro do evento “Oloko Bixo” e em seguida, sacado a arma e disparado diversas vezes. As provas técnicas e laudos do IML (Instituto Médico Legal) confirmaram as lesões por arma de fogo causado nas pessoas atingidas.   O cruzamento de informações permitiram identificar os autores, sendo Arthur preso dias depois com drogas no apartamento da namorada e Cléverton ainda segue foragido, mas Justiça já expediu mandado de prisão preventiva. O juiz responsável pelo caso, ainda não acatou integralmente a denúncia do Ministério Público.   A decisão judicial destaca a gravidade dos crimes, a multiplicidade de vítimas e o risco social representado por Arthur e Cléverton. No entanto, ainda não há data prevista para o julgamento acontecer.   Japa segue preso preventivamente na Penitenciária de Araquara e as autoridades pedem a quem tiver informações do paradeiro de Cléverton que denuncie pelo 181 (Disque-Denúncia) ou 190 da Polícia Militar e a sua identidade será preservada.    As defesas dos dois acusados, foram procuradas e até o momento não retornaram os nossos contatos e o espaço segue aberto para manifestações.  
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