Triste
Lancha desaparecida no mar: corpo é localizado e família vai ao litoral de SP para fazer reconhecimento
Corpo foi encontrado próximo a Barra do Sahy em São Sebastião e as autoridades acreditam ser de Maria Aparecida da Silva Dias; marido e filho continuam desaparecidos

A tragédia que atinge uma família de Matão ganhou novos desdobramentos na tarde desta terça-feira (26), após equipes da Marinha, FAB (Força Aérea Brasileira) e GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo) localizarem o corpo de uma mulher próximo a Barra do Sahy, em São Sebastião. A família estava em uma lancha quando desapareceram nas águas no fim da noite do último sábado (23), em Itanhém.
As características da vítima são semelhantes a de Maria Aparecida da Silva Dias de 56 anos, que viajava na embarcação com o marido, Lucídio Francisco Dias e o filho, Bruno Silva Dias. Os dois ainda continuam desaparecidos e as buscas serão retomadas no início da manhã desta quarta-feira (26).
O corpo, encontrado às 15h20 usava colete salva-vidas e foi retirado da água pelo GBMar, sendo levado posteriormente ao IML (Instituto Médico Legal) da cidade. O filho mais velho de Maria Aparecida, o advogado Jeferson Silva Dias foi chamado para o reconhecimento e seguiu para a região no fim da tarde.
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Segundo os bombeiros marítimos, uma aeronave da FAB chegou a avistar um possível segundo corpo a cerca de nove quilômetros da Barra do Sahy, mas as equipes não localizaram nada durante as buscas subsequentes. As investigações apontam que o trio navegava em uma lancha de 21 pés batizada de Jany, equipada com motor Yamaha de 60 HP.
A última posição registrada foi perto da Ilha da Queimada Grande, conhecida como Ilha das Cobras, a 25 quilômetros da costa de Itanhaém. De acordo com informações oficiais, o desaparecimento ocorreu após um pedido de socorro feito por um dos tripulantes a uma marina.
O contato no entanto, foi interrompido e até agora nenhum destroço da embarcação foi encontrado.
QUEM ERAM OS TRIPULANTES
A família natural de Matão, havia se mudado para o litoral em 2024 e Bruno, era veterinário, vivia no Guarujá, onde abriu uma clínica 24 horas no bairro Pitangueiras. Casado e pai de um menino de 11 anos, ele era auxiliado pelo pai, Lucídio, conhecido como Seu Dias que também trabalhava com consertos de eletrodomésticos.
Maria Aparecida, carinhosamente chamada de Dona Cida, estava prestes a se aposentar e ajudava nos cuidados com o neto. As buscas pela lancha e pelos dois desaparecidos continuam mobilizando as autoridades no litoral paulista.
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