Caso Segue Sob Investigação
Jovem preso pelo DEIC com carro e moto de luxo é solto após audiência de custódia em Araraquara
A ação dos investigadores contou com apoio do GOE (Grupo de Operações Especiais) na tarde desta quinta-feira (28) e apreendeu veículos e celular no Jardim Águas do Paiol; juíza concedeu liberdade provisória após defesa contestar flagrante de lavagem de dinheiro na qual o suspeito é acusado

Uma ação do DEIC (Divisão Estadual de Investigações Criminais) de Piracicaba realizada na tarde desta quinta-feira (28), terminou com a prisão de G.A.P.P de 23 anos, acusado de lavagem de dinheiro no bairro Jardim Águas do Paiol, em Araraquara.
Os investigadores contaram com apoio do GOE (Grupo de Operações Especiais) e deram cumprimento a um mandado de busca e apreensão, em uma residência na Rua Lino Morganti. No imóvel foram apreendidos, uma BMW de luxo e uma Yamaha/XT 660 de alta cilindrada.
Questionado o suspeito declarou para os policiais civis que não possuia contratos de compra e venda ou transferência em seu nome e afirmou ser proprietário de um ferro-velho, com renda mensal de aproximadamente R$ 3 mil por mês. Durante consulta aos sistemas foi constatado que o jovem tinha antecedentes por tráfico de drogas e crimes patrimoniais.
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As investigações conduzidas pelo delegado Davi Basílio apontaram indícios de ocultação e dissimulação de bens, configurando suspeita de lavagem de dinheiro. O celular de G.A.P.P foi apreendido e as apurações indicam que motocicleta, também teria sido usada em um roubo registrado recentemente na cidade.
Diante dos fatos o jovem foi encaminhado à Cadeia Pública de Santa Ernestina e após passar por audiência de custódia realizada na manhã desta sexta-feira (29), foi solto. A juíza reconheceu a legalidade do flagrante, mas considerou suficientes medidas cautelares diversas da prisão concedendo a liberdade provisória.
A defesa de G.A.P.P representada pelo advogado Matheus Moreira, emitiu nota contestando a prisão, dizendo que a busca e apreensão tinha como alvo outra pessoa e o flagrante foi fundamentado apenas na ausência de documentação em nome do acusado, sem provas concretas de crime antecedente.
“O delegado fez um exercício de previsão sem qualquer indício que configurasse crime anterior, presumindo lavagem de dinheiro sobre um veículo de 2010, avaliado em cerca de R$ 50 mil. A decisão da juíza reforça o entendimento de que não havia elementos para a manutenção da prisão”, declarou.
O caso segue sob investigação pelo DEIC de Piracicaba, com análise dos bens apreendidos e das movimentações financeiras do acusado.
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