Triste
Terceiro corpo é encontrado por pescador com colete salva-vidas em Ubatuba
A vítima foi encontrada próximo a Ilha Anchieta e resgatada pelo GBMar com apoio da Marinha do Brasil; já são três corpos localizados desde naufrágio da família de Matão em Itanhém

O mar devolveu mais um sinal da tragédia após no final da tarde desta sexta-feira (29), o corpo de um homem ser avistado por um barco de pesca próximo à Ilha Anchieta, em Ubatuba no litoral de São Paulo. A embarcação acionou imediatamente o GBMAR (Grupamento de Bombeiros Marítimo), que resgatou a vítima — o terceiro encontrado desde o naufrágio da lancha “Jany” da família de Matão, ocorrido no último sábado (23), em Itanhaém.
A vítima vestia colete salva-vidas, calça preta e camiseta azul — vestimentas compatíveis com aquelas de uma das pessoas que desapareceram durante o acidente. O corpo foi levado ao IML (Instituto Médico Legal) de Caraguatatuba, onde deve passar por reconhecimento oficial pela família na próxima segunda-feira (1).
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O QUE JÁ HAVIA SIDO CAPTURADO PELO MAR
O primeiro corpo encontrado pelo GBMAR foi de Maria Aparecida Silva Dias de 56 anos no final da tarde da última terça-feira (26), próximo a Barra do Sahy, em São Sebastião. A vítima foi reconhecida no IML de Caraguatatuba, pelo filho.
O segundo corpo de um homem foi encontrado em estado de decomposição por pescadores na tarde da última quarta-feira (27), próximo a Ilha das Palmas, em Guarujá. Ainda não há identificação, mas é possível que pertença a outro membro da família, entre o filho ou o marido da mulher.
COMO TUDO COMEÇOU
A embarcação “Jany”, de cerca de 6 metros (21 pés), foi tomada por rajadas de vento fortes — estimadas em mais de 100 km/h — e acabou naufragando a aproximadamente 25 km da costa, de Itanhém.
Antes do desaparecimento, o médico-veterinário Bruno Silva Dias, enviou áudios com pedido de socorro: “Misericórdia, a gente afundou… a lancha virou, nós estamos grudados na boca dela.”
A lancha foi encontrada pela Marinha do Brasil na tarde de quarta-feira (27), em São Sebastião no litoral sul de São Paulo. A embarcação, foi levada para Capitania dos Portos de São Paulo, onde passou por perícia.
QUEM SÃO AS VÍTIMAS
A família é natural de Matão, mas havia se mudado para o litoral há cerca de um ano, onde Bruno montou uma clínica veterinária no ano passado no bairro Pitangueiras, em Guarujá. Ele era casado e pai de um menino de 11 anos.
O pai, Lucídio Francisco Dias (“Seu Dias”), consertava eletrodomésticos e ajudava o filho na clínica nas horas vagas. A mãe, Maria Aparecida (“Dona Cida”), estava perto de se aposentar e costumava cuidar do neto.
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