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Arte internacional

Coletivo Brasil celebra 10 anos com exposição de artistas brasileiros em Portugal e curadoria de araraquarense

Projeto tem curadoria do artista Lauro Monteiro Filho

Geisa Ferreira da Silva|· 3 min de leitura
Coletivo Brasil celebra 10 anos com exposição de artistas brasileiros em Portugal e curadoria de araraquarense
Projeto tem curadoria do artista Lauro Monteiro Filho, natural de Araraquara e atualmente radicado em Paraty Foto: Divulgação.

 

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Após um hiato em 2024, o Coletivo Brasil retorna em 2025 com força total, celebrando uma década de existência. O projeto, que leva a produção de artistas brasileiros para Portugal, é organizado e tem curadoria do artista Lauro Monteiro Filho, natural de Araraquara e atualmente radicado em Paraty/RJ.

 

A nova edição do Coletivo marca o retorno das atividades que, em 2019, foram suspensas devido à pandemia da Covid-19 e, por restrições sanitárias, não puderam ser retomadas nos anos de 2020, 2021 e 2022. Somente em 2023, o projeto foi reativado, embora tenha enfrentado limitações por conta da realização simultânea de outro evento de arte na Argentina, o que impossibilitou a edição em Portugal naquele ano.

 

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Projeto leva diversidade artística à Europa

 

Com início marcado para o período de 3 a 18 de outubro de 2025, o Coletivo Brasil 2025 será realizado na Galeria Municipal Paços, localizada na cidade de Torres Vedras, região de Lisboa. O projeto abrange exposição coletiva, residência artística e oficinas de arte, apresentando um panorama diverso da produção artística brasileira contemporânea.

 

A ideia do Coletivo nasceu após uma exposição individual de Lauro Monteiro em Torres Vedras. A convite do arquiteto André Duarte Baptista, ele propôs uma parceria público-privada com a prefeitura local, com o objetivo de promover uma troca cultural entre artistas brasileiros e o público português.

 

Desde então, já foram expostas técnicas variadas como desenho, aquarela, pintura, gravura em metal, xilogravura, linóleogravura, colagem, livro de artista, fotografia, vídeo-arte, vídeo-texto, documentário, poesia e arte têxtil. Mais de 40 artistas já participaram ao longo dos anos.

 

 

Representatividade nacional e curadoria cuidadosa

 

Nesta edição especial de 10 anos, o projeto reúne 18 artistas plásticos e 2 fotógrafos, selecionados a partir de critérios que envolvem produção artística contínua, inserção cultural regional e pesquisa nas artes visuais. A seleção foi acirrada, segundo Monteiro, justamente pela qualidade dos portfólios recebidos, resultado da pausa em 2024, que estimulou o envio de novos trabalhos.

 

Os artistas confirmados para 2025 são:
Cássia Franco, Eduardo Bajzek, Geciane Porto, Heliete Botelho, Heloísa Frossard, Ian Bennett, Ilma Ponte, Julia Silva, Leonardo Conceição, Lídice Salgot, Lucília Abraão, Lucio Cruz, Magali Robaina, Marcus Flavio, Suely Castro Mello, Traude Augustin, Ubirajara Junior, além dos fotógrafos Nancely Huminhik e Fausto Fernandez.

 

 

Eles vêm de diferentes regiões do país, incluindo São Paulo, Piracicaba, Franca, Paraty/RJ, Ribeirão Preto, Curitiba/PR, Florianópolis/SC, Belém/PR, Bauru e São José do Rio Preto.

 

 

Temática livre e foco na técnica

 

Diferentemente de outros projetos curatoriais, o Coletivo Brasil adota um tema livre para os participantes. Segundo Lauro Monteiro, o essencial é que o artista tenha consistência e dedicação à produção cultural. “A técnica e o tema não importam tanto. Importa o percurso artístico e a inserção cultural de cada participante”, explica.

 

A mostra é centrada em técnicas sobre papel, como parte das orientações da “expedição artística”. A ideia, segundo o curador, é apresentar uma “colcha de retalhos da arte brasileira”, com trabalhos de artistas jovens e também de outros que iniciaram sua trajetória após a aposentadoria, todos com qualidade e propostas relevantes.

 

 

Expectativa do público português

 

A cidade de Torres Vedras, que abriga o projeto desde sua criação, mantém uma relação afetiva com o Coletivo Brasil. “Recebo mensagens de portugueses interessados em ver a produção artística brasileira. A internet aproxima, mas o encontro presencial tem uma força que emociona”, comenta Monteiro. Por conta da experiência em 2023, discute-se ainda com curadores portugueses a possibilidade do Coletivo Brasil se tornar bienal, o que poderia abrir novos caminhos para sua consolidação internacional.

 

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