Furp
Projeto de extinção da Furp ameaça unidade de Américo Brasiliense
Governo de SP quer incorporar laboratório ao Instituto Butantan; servidores temem demissões e fechamento das unidades

ENTRE EM NOSSO GRUPO DE WHATZAP
A proposta do Governo do Estado de São Paulo de extinguir a Fundação para o Remédio Popular (Furp) e transferir suas atribuições ao Instituto Butantan deixou em alerta os servidores da instituição e reacendeu a discussão sobre o futuro das unidades da Furp em Américo Brasiliense e Guarulhos. Na última terça-feira (21), uma audiência pública foi realizada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para debater o Projeto de Lei Complementar 49/2025, que propõe a extinção da fundação, uma das maiores estruturas públicas de produção de medicamentos do país.
A reunião contou com a presença de funcionários da Furp, parlamentares e representantes do Governo do Estado, como o secretário de Saúde Eleuses Paiva, o diretor-presidente do Instituto Butantan Esper Georges Kallás e o superintendente da Furp Rogério Affonso.
- SENAI abre cursos gratuitos em Araraquara com início em novembro
- Praça do DAAE é revitalizada e reabre com novo horário de funcionamento
- Auxiliar de produção e operador de loja estão na lista do PAT de Araraquara
Unidade de Américo
A planta de produção da Furp em Américo Brasiliense, com 268 mil metros quadrados, foi construída em 2009. Em 2022, após nove anos de operação sob uma PPP (Parceria Público-Privada) com laboratórios privados, a Fundação assinou um termo de acordo para rescisão antecipada, retomando o controle da fábrica em dezembro.
Atualmente as duas unidades fabricam comprimidos, cápsulas, pó para suspensão, pós estéreis, soluções/suspensões, cremes, pomadas e soluções injetáveis. Toda essa produção abastece o Sistema Único de Saúde (SUS) em âmbito nacional.
Funcionários temem perda de empregos
O anúncio do projeto gerou apreensão entre os servidores da Furp, que temem perder seus postos de trabalho mesmo com a promessa de incorporação ao Instituto Butantan. Durante a audiência, o servidor Alexander Caetano criticou a proposta e destacou a qualidade dos medicamentos produzidos.
“O nível de confiança dos medicamentos da Furp é altíssimo a nível nacional e internacional. O servidor, por muitas vezes, não tem a confiança do Governo do Estado pelo seu trabalho. O que a gente precisa é de reconhecimento e não desmanchar o nome da Furp”, declarou Caetano.
O secretário Eleuses Paiva, por sua vez, tentou tranquilizar os trabalhadores, afirmando que não haverá demissões. Segundo ele, a intenção do governo é expandir a atuação da unidade de Américo Brasiliense.
“Funcionários não serão demitidos. Queremos que a fábrica de Américo Brasiliense funcione e volte à sua carga máxima. Com o número de funcionários que temos hoje, isso não será possível, então na realidade vai se contratar mais e com solidez”, afirmou Paiva.
Governo defende agilidade e avanço tecnológico
A proposta do governo tem como base a sustentabilidade econômica e a modernização da produção de medicamentos públicos. Segundo o superintendente da Furp, Rogério Affonso, o atual modelo de gestão limita a atuação da fundação.
“A extinção é necessária para que a Furp possa se livrar das limitações que são impostas na natureza jurídica que ela tem hoje. Com o Butantan, podemos abreviar prazos e agir de imediato”, afirmou Affonso.
Para o secretário da Saúde, a mudança também representa uma oportunidade de investimento e crescimento para a saúde pública nacional. “Estamos pensando em deixar um legado para o país, criando uma estrutura aqui no nosso estado de imunoterápicos, imunizantes e moléculas novas. Sustentação do SUS e enfrentamento de possíveis crises que a gente venha a ter pela frente”, declarou Paiva.
O presidente do Instituto Butantan, Esper Georges Kallás, reforçou o posicionamento do governo, destacando os ganhos para a população. “Vemos isso como uma excepcional oportunidade de ampliar esse leque de inovações e produtos, via Sistema Único de Saúde, para a população brasileira e do estado de São Paulo”, disse.
Tramitação segue em regime de urgência
O PLC 49/2025 tramita em regime de urgência na Alesp e ainda será analisado pelas comissões permanentes de Constituição, Justiça e Redação; Administração Pública e Relações do Trabalho; e Finanças, Orçamento e Planejamento. Só então poderá seguir para votação em plenário.
Com informações: Alesp.
Leia também
- Tráfico

VÍDEO: Força Tática prende homem com 2 tijolos de maconha no Parque São Paulo
- Faturamento mensal

Área Azul arrecada R$ 370 mil por mês em Araraquara
- Preso no litoral

Líder PCC de Araraquara é preso em academia no Guarujá
- Educação

CAIC tem falta de professores, diz Secretaria de Educação
- Caso João Vitor

DNA descarta que corpo achado no Pará seja piloto de Araraquara


