Larissa, a heroína!
Escoteira de 12 anos salva o avô e recebe medalha de heroísmo em Araraquara
Adolescente Larissa aplicou manobra de desengasgo após o avô perder a consciência
Uma história real de coragem e presença de espírito emocionou Araraquara e todo o movimento escoteiro. No último sábado (1º), o Grupo Escoteiro Araraquara José Luiz Torquato realizou uma cerimônia especial para homenagear Larissa Sedenho de Souza Donofre, de 12 anos, que salvou a vida do próprio avô utilizando técnicas aprendidas nas atividades escoteiras. A jovem recebeu a Medalha Cruz de Valor Caio Vianna Martins, uma das mais altas condecorações do Escotismo Brasileiro. A honraria é concedida apenas a associados que realizam atos comprovados de bravura e heroísmo, como salvamentos ou ações que exijam grande coragem.
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O dia em que a técnica virou vida salva
O caso aconteceu no dia 29 de abril de 2025, durante um almoço em família. Larissa estava sozinha com o avô, José Antônio Donofre, quando ele se engasgou, perdeu a respiração e desmaiou. Em vez de entrar em pânico, a garota manteve a calma e aplicou a manobra de Heimlich, técnica de desobstrução das vias aéreas aprendida nas atividades escoteiras. O ato foi realizado antes mesmo da chegada do socorro — e funcionou.
O momento também marcou o pai de Larissa, Jonatan de Souza Donofre, bombeiro militar, que estava de plantão no momento.“Quando tentei orientá-la por telefone, ela disse que já tinha feito a manobra — e ao fundo ouvi meu pai falando. Foi quando percebi que ela realmente tinha conseguido salvá-lo”, relatou emocionado. O salvamento foi confirmado por familiares, testemunhas e membros do Corpo de Bombeiros.
Homenagem histórica
Durante a cerimônia, Larissa recebeu a medalha diante de familiares, amigos, chefes escoteiros e outros jovens do grupo. Para o diretor de escotismo do grupo, Danilo Henrique Borsari, o gesto de Larissa representa a essência do movimento. “Ela demonstrou, na prática, o que o escotismo ensina: estar sempre alerta para ajudar o próximo, mesmo nas situações mais difíceis.”
A medalha recebida por Larissa tem grande peso simbólico: leva o nome de Caio Vianna Martins, escoteiro brasileiro que, mesmo ferido em um acidente de trem em 1938, recusou atendimento para que outras vítimas fossem atendidas primeiro — e acabou morrendo horas depois.
Mais que uniforme, aprendizado para a vida
O caso de Larissa reforça o papel do escotismo como espaço de formação para autonomia, liderança, empatia e serviço ao próximo. Em um momento real de urgência, ela transformou técnica em ação, e ação em vida salva. Hoje, o avô está bem — e a cidade agora conhece a neta que virou heroína.


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