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Homem que matou companheira a facadas na frente dos filhos em Araraquara é transferido para Cadeia Pública de Santa Ernestina

Amaro José Gonçalves estava internado na Santa Casa sob escolta policial e recebeu alta médica na tarde deste sábado (8); corpo de Silvia Iris Martins foi enterrado sob forte comoção de familiares, amigos e vizinhos na tarde da última sexta-feira (7)

-|· 2 min de leitura
Homem que matou companheira a facadas na frente dos filhos em Araraquara é transferido para Cadeia Pública de Santa Ernestina
Foto: Flavio Fernandes/Araraquara Agora

 

Amaro José Gonçalves de 37 anos que matou a companheira Silvia Iria Martins a facadas recebeu alta médica da Santa Casa de Araraquara e foi transferido sob escolta policial para Cadeia Pública de Santa Ernestina. O crime chocou a cidade e ocorreu na residência do casal no final da tarde da última quinta-feira (6), no Jardim Esplanada. 

A escolta e transferência de Amaro, foi realizada pela Polícia Militar após a liberação hospitalar da médica responsável. No Plantão Policial, o delegado cumpriu o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça. 

O velório e enterro de Silvia aconteceu sob forte comoção de familiares, amigos e vizinhos na tarde da última sexta-feira (7), que prestaram as últimas homenagens, em Araraquara. O corpo dela foi enterrado, no Cemitério dos Britos, no Vale do Sol. 

A vítima deixou dois filhos — um menino de 4 anos e uma adolescente de 13 — que presenciaram a tragédia. Amaro havia chegado em casa sob efeito de álcool e drogas, iniciando uma discussão com Silvia por motivos de ciúmes. 

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A mulher foi derruba no sofá e levou diversos golpes de faca e a filha tentou intervir e feriu o padrasto nas costas. Mesmo assim, ela não resistiu aos ferimentos.

A menina correu para a rua pedindo ajuda, e vizinhos retiraram as crianças da casa até a chegada da Polícia Militar. O agressor fugiu, mas foi localizado ferido pelos policiais militares em uma área de mata, próximo ao Rancho do Bolinha no bairro Victório de Santi e levado à Santa Casa, onde permaneceu sob escolta até receber alta.

A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) confirmou que o casal já tinha histórico de violência doméstica e que a vítima tentou uma medida protetiva, contra o agressor. O caso segue sob investigação e os investigadores, acompanham o acolhimento psicológico da adolescente.

O crime reacende o debate sobre o crescimento dos feminicídios no país. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é morta a cada oito horas no Brasil — em grande parte dos casos, dentro de casa, por um parceiro ou ex-companheiro.

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