Local Abandonado
Veja local abandonado em que moradores de rua estupraram jovem no Centro de Araraquara
Crime ocorreu em imóvel sem luz, banheiro e usado por moradores de rua para consumo de drogas e álcool

A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) segue investigando o caso de uma catadora de materiais reciclavéis de 20 anos que afirma ter sido estuprada por dois moradores de rua de 23 e 30, em uma construção abandonada na noite do último sábado (6), no Centro de Araraquara. Os suspeitos — que já haviam sido detidos na tarde desta quarta-feira (11), foram ouvidos e liberados por não estarem mais em situação de flagrante — foram novamente presos pela Guarda Municipal nesta quinta-feira (12), após a Justiça expedir mandados de prisão temporária a pedido da delegada.
A jovem relatou que, estava na Praça da Independência na noite de sábado, pegando materiais reciclavéis quando foi abordada pela dupla. Ela contou que foi obrigada pelos homens a ir até um ponto escuro e isolado na Avenida Maria Antônia Camargo de Olivieira (Via Expressa), próximo ao TCI (Terminal Central de Integração) onde não havia iluminação, banheiro ou qualquer condição sanitária.
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O local funcionava como espaço improvisado de uso de drogas e moradira de moradores em situação de rua e de acordo com a Polícia Civil e a Guarda Municipal, o ambiente apresentava dois colchões sujos, roupas espalhadas, embalagens de remédios, bitucas de cigarro, livros e total ausência de luz — cenário considerado insalubre e propício para a prática de crimes sem visibilidade pública.
No depoimento, a vítima afirmou que foi estuprada mediante agressões e que um dos suspeitos a segurava enquanto o outro cometia o ato. Após conseguir deixar o local, ela estava estranha e o tio de 41 anos percebeu e os dois procuraram a DDM e registraram a ocorrência.

Com base no relato da catadora de materiais reciclavéis e no reconhecimento formal, a DDM solicitou apoio da Guarda Municipal para localizar os dois investigados.
O comandante da GCM, Magalhães, explicou como se deu a prisão dos dois.
“A jovem relatou que foi conduzida até um local abaixo do terminal e lá foi forçada a praticar ato sexual mediante agressões. Com as oitivas e a identificação dos dois, a delegada solicitou o mandado temporário. Nós apoiamos a DDM e conseguimos prender os dois indivíduos”, afirmou.

O comandante, também comentou o histórico de um dos detidos (Assista A Entrevista Completa Abaixo).
“Um deles já é conhecido nos meios policiais. Ele já foi preso diversas vezes e, em 2024, chegou a quebrar o nariz de um guarda municipal com um chute durante uma ocorrência, quando reagiu a uma abordagem após agredir uma mulher”, lembrou.
Um dos suspeitos foi encontrado pelos GCMs, no mesmo local onde o crime ocorreu e o segundo apresentado pelo irmão na DDM após contato com a família.
“A Guarda Municipal atua hoje não apenas protegendo bens e serviços do município, mas também em policiamento ostensivo e comunitário, apoiando ações da Polícia Civil e da Polícia Militar para esclarecer crimes e reforçar a segurança da população”, destacou.
Em entrevista exclusiva concedida ao repórter Flávio Fernandes, ambos os suspeitos negaram o estupro (Veja O Vídeo Abaixo).
“Eu moro aqui, ela não tinha onde ficar. A gente deixou ela dormir aqui. Eu uso cocaína, o meu tio usa pedra. Saí pra buscar as pedras e um pino para mim e quando voltei, ela e ele estavam já no ato. Eu dormi no meu colchão e ela tá me acusando de algo que eu não fiz”
O segundo investigado — admitiu ter mantido relação com a jovem, mas afirmou que teria sido consensual.
“A gente transou, sim, mas foi porque ela quis. Ela é maior de idade. Eu não obriguei ninguém. Ela veio aqui porque queria usar droga e quando acabou eu fui embora. Quando voltei, ela já não estava mais.”
As duas versões apresentadas pelos investigados contradizem integralmente o relato da vítima e a DDM informou que o caso segue em investigação, com análise dos depoimentos, exames periciais, diligências no local do crime e verificação de possíveis testemunhas.
A dupla foi encaminhada á Cadeia Pública de Santa Ernestina, enquanto as investigações continuam.
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