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Família Pede Justiça

“Era um menino de ouro, quero Justiça pelo meu filho”, desabafa mãe de jovem morto por descarga elétrica em empresa de mineração no Distrito Industrial de Araraquara

Caso intriga familiares de Miguel José Cândido e a Polícia Civil após registro da ocorrência ocorrer horas depois sem acionamento imediato da PM e perícia no local

Flávio Fernandes|· 2 min de leitura
“Era um menino de ouro, quero Justiça pelo meu filho”, desabafa mãe de jovem morto por descarga elétrica em empresa de mineração no Distrito Industrial de Araraquara
Foto: Redes Sociais

O jovem sofreu uma descarga elétrica enquanto trabalhava e em um desabafo emocionado, Luciana Cassia afirma que o filho não tinha experiência com máquinas elétricas e questiona os procedimentos adotados após o acidente. De acordo com boletim de ocorrência, Miguel que atuava como auxiliar operacional, foi encontrado inconsciente por colegas de trabalho em uma área da empresa que fica na Avenida Francisco Carlos Merlos.

 

“Meu filho não tinha experiência com máquinas elétricas. Ele era um menino prestativo, ajudador, que não sabia dizer não e isso não foi um acidente levaram o miguel ao encontro da morte”, desabafa a mãe.

 

O local apresentava piso molhado, maquinário e fiação elétrica exposta, circunstâncias que, de acordo com o registro, teriam contribuído para o choque elétrico. O Corpo de Bombeiros foi acionado e iniciou o resgate, mas no trajeto, a equipe encontrou a USA (Unidade de Suporte Avançado) do Samu, que deu continuidade ao atendimento. Apesar dos esforços, a vítima não resistiu e morreu antes da chegada ao hospital.

A mãe afirma que no momento do ocorrido, a Polícia Militar e a perícia não foram acionadas para comparecer à empresa e preservar o local, procedimento considerado padrão em mortes no ambiente de trabalho. Conforme relato dela, apenas horas depois representantes da empresa — acompanhados por duas advogadas — procuraram a delegacia para registrar o boletim de ocorrência.

 

“Mandaram ele para um lugar de risco, de descarga elétrica, mesmo sabendo do perigo. Ele saiu de casa para trabalhar e não voltou mais , isso que destrói qualquer mãe”, lamenta.

 

Esse intervalo e a forma de comunicação não seriam compatíveis com a dinâmica dos fatos, o que segundo a família, intriga também os investigadores. No desabafo público, a mulher sustenta que o filho foi exposto a área de risco, inclusive sob chuva, e cobra responsabilização.

As declarações são tratadas como alegações da família, que pede apuração rigorosa das circunstâncias do acidente. O caso foi registrado e segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá analisar eventuais responsabilidades administrativas e criminais, além de verificar os protocolos de segurança adotados e analisar câmeras de segurança.

 

“Meu filho era um fantoche, mandavam ele fazia e confiava. Eu quero justiça, os responsáveis daquela empresa têm que pagar muito caro por isso”, concluiu.

 

O corpo de Miguel foi sepultado na tarde de quinta-feira (11), no Cemitério dos Britos, sob forte comoção de familiares e amigos.

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