Mercado imobiliário
Região têm queda nas vendas e leve crescimento nas locações de imóveis
Levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CreciSP) os detalha volume de negociações do mercado

Um levantamento divulgado pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CreciSP) aponta uma forte queda nas vendas de imóveis residenciais em São Carlos e região no mês de novembro de 2025. Em comparação com outubro, o volume de negociações de casas e apartamentos recuou 51,36%, enquanto o mercado de locação apresentou leve crescimento de 2,11% no número de novos contratos assinados.
O estudo ouviu 72 imobiliárias de 15 municípios da região, entre eles Araraquara, São Carlos, Matão, Américo Brasiliense, Boa Esperança do Sul, Descalvado, Porto Ferreira, Rincão e Casa Branca, além de outras cidades do entorno.
Os dados revelam um cenário de retração expressiva no mercado de compra e venda, contrastando com a manutenção da demanda por imóveis para aluguel. Em novembro, a maioria das transações de venda envolveu apartamentos, que representaram 63% dos negócios, enquanto as casas corresponderam a 37%.
Vendas de imóveis
Os imóveis vendidos concentraram-se principalmente na faixa de preço entre R$ 200 mil e R$ 300 mil. As casas comercializadas eram, em sua maioria, de três dormitórios, com área útil entre 50 m² e 100 m². Já os apartamentos vendidos tinham, predominantemente, dois dormitórios e até 50 m² de área útil.
A localização também foi um fator relevante: 66,7% dos imóveis negociados estavam situados em bairros periféricos, 30% em regiões centrais e apenas 3,3% em áreas consideradas nobres. Em relação à forma de pagamento, o financiamento habitacional foi amplamente dominante, com a Caixa Econômica Federal responsável por 89,7% das operações. Outros bancos responderam por 6,9%, enquanto 3,4% dos negócios foram fechados à vista. Não houve registros de vendas por consórcio ou financiamento direto com o proprietário no período analisado.
No mercado de locação, as casas lideraram a preferência dos inquilinos, representando 67% dos novos contratos, contra 33% de apartamentos. A maior parte da demanda foi por imóveis de dois dormitórios, com valores mensais entre R$ 1.000 e R$ 1.500.
Casas alugadas
Entre as casas alugadas, predominam imóveis com área útil que varia de 50 m² a 200 m². Já os apartamentos mais procurados possuem dois dormitórios e área entre 50 m² e 100 m². A principal modalidade de garantia utilizada nos contratos foi o fiador.
Quanto à localização, 51% dos imóveis alugados estavam na periferia, 28% em regiões centrais e 21% em bairros nobres. Apesar da relativa estabilidade no volume mensal de contratos, o acumulado de 2025 aponta um crescimento expressivo de mais de 213% nas locações, indicando que o aluguel vem se consolidando como alternativa para famílias que enfrentam dificuldades para adquirir um imóvel próprio.
Entre os inquilinos que encerraram contratos de locação no período, 78,9% não informaram o motivo da mudança. Outros 21,1% optaram por imóveis com aluguel mais barato, enquanto não houve registro de migração para contratos mais caros.
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