1º caso
Estado confirma primeiro caso de Mpox em Araraquara
Registro apareceu no painel estadual nesta quarta (25); Saúde não informou estado clínico do paciente

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O Governo do Estado de São Paulo confirmou nesta manhã de quarta-feira (25), por meio do Painel de monitoramento dos casos de Mpox, Central/CIEVS - Estado de São Paulo, um caso de Mpox em Araraquara, conforme atualização do painel oficial de monitoramento epidemiológico. A notificação foi registrada por meio do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Araraquara. De acordo com os dados divulgados, trata-se de um paciente do sexo masculino, com idade entre 25 e 29 anos. A Secretaria Estadual da Saúde não informou o estado clínico da pessoa infectada, nem se houve necessidade de internação.
O painel epidemiológico também aponta que o paciente apresentou sintomas característicos da doença, como lesões cutâneas e linfonodomegalia (ínguas). As lesões foram identificadas em diferentes partes do corpo, incluindo região genital, tronco, membros superiores e inferiores e cavidade oral.

A Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral transmitida principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais, secreções respiratórias ou objetos contaminados. O período de incubação varia de 5 a 21 dias, e os principais sinais são febre, mal-estar, ínguas e erupções cutâneas.
Mesmo com a confirmação, a situação é considerada pontual, sem indicação de surto ou transmissão comunitária no município até o momento.

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O que é Mpox e como ocorre a transmissão
A Mpox é causada pelo vírus MPXV e pode ser transmitida por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais, secreções respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama e toalhas.
O contágio também pode ocorrer por meio de contato íntimo, incluindo relações sexuais, especialmente quando há múltiplas parcerias ou exposição sem proteção. Profissionais de saúde sem uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) também podem estar entre os grupos de risco.
Definições de caso segundo o protocolo estadual
O protocolo da vigilância epidemiológica estabelece critérios específicos para classificação dos casos.
🔎 Caso suspeito
- É considerado caso suspeito qualquer indivíduo que apresente:
- Início súbito de lesão em mucosas;
- Erupção cutânea aguda sugestiva de Mpox (única ou múltipla), em qualquer parte do corpo, incluindo região genital, perianal ou oral;
- Proctite (dor anorretal ou sangramento);
- Edema peniano;
- Os sintomas podem estar associados a outros sinais clínicos, como febre, mal-estar e ínguas.
⚠ Caso provável
É o indivíduo que atende à definição de caso suspeito, mas cuja investigação laboratorial não foi realizada ou apresentou resultado inconclusivo, e que, nos 21 dias anteriores ao início dos sintomas, tenha apresentado:
- Exposição próxima e prolongada sem proteção respiratória;
- Contato físico direto ou íntimo, inclusive sexual, com múltiplas parcerias;
- Contato com caso provável ou confirmado de Mpox;
- Contato com materiais contaminados;
- Atuação como profissional de saúde sem uso adequado de EPI.
✅ Caso confirmado
É todo caso suspeito com resultado positivo/detectável para MPXV por método molecular, como PCR em Tempo Real ou sequenciamento genético. O caso registrado em Araraquara está classificado como confirmado, conforme dados inseridos no painel estadual.
🧪 Em investigação
São casos notificados como suspeitos e que aguardam resultado laboratorial ou classificação clínica-epidemiológica.
❌ Descartados
Casos suspeitos com resultado negativo para MPXV ou com outro diagnóstico confirmado que descarte a Mpox como hipótese principal.
Situação em Araraquara
Com a confirmação, Araraquara volta a entrar no radar da vigilância estadual em relação à Mpox. Até o momento, não há informações sobre transmissão comunitária ou novos casos associados.
Qualquer pessoa que apresente sintomas compatíveis procure imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica e eventual coleta de exames.
Medidas preventivas incluem:
- Evitar contato direto com lesões suspeitas;
- Não compartilhar objetos de uso pessoal;
- Manter higiene adequada das mãos;
- Utilizar preservativo nas relações sexuais;
- Procurar atendimento ao surgirem sinais suspeitos.
MPOX NO BRASIL
Neste ano, o Brasil já registrou 88 casos confirmados da MPox e dois seguem em investigação, segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde. São Paulo é o estado com a maior quantidade de registros.
Segundo dados do governo federal, SP conta com 62 casos da doença. Apesar disso, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo (SES-SP) diz que o número de casos no estado é de 50.
Não foi registrada nenhuma morte pela doença no país em 2026.

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