Tribunal do Júri
Homem acusado de matar irmão com tiro na cabeça será julgado nesta terça em Araraquara
Angelo Henrique Venturi responde por homicídio duplamente qualificado e o julgamento terá 10 testemunhas; crime ocorreu em março do ano passado no Selmi Dei e réu está foragido

O Tribunal do Júri de Araraquara julga nesta terça-feira (3), Angelo Henrique Venturi de 36 anos, acusado de matar o próprio irmão Anderson Roberto Venturi de 39, com um tiro. O crime aconteceu em março do ano passado, no Selmi Dei.
O homem foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por homicídio duplamente qualificado — motivo fútil e torpe, além do uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Na época, os irmãos participavam de um churrasco de família quando começaram a discutir e depois entraram em luta corporal.
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O desentendimento teria sido motivado, por conflitos envolvendo um galpão e naquele dia uma disputa relacionada a uma caixa de som de acordo com as investigações da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Após a briga, Anderson teria ido armado até a casa do irmão na Rua Luiz Gonzaga da Silva.
O acusado percebeu e efetuou um único disparo de dentro do imóvel, que atingiu a vítima na cabeça. Ele chegou a receber atendimento médico da USA (Unidade de Suporte Avançado) do Samu, no local mas não resistiu aos ferimentos.
Anderson trabalhava com a venda de peças automotivas usadas, atividade que divulgava frequentemente nas redes sociais. Angelo também atua no setor automotivo, sendo proprietário de uma empresa de mecânica e comércio de peças há cerca de cinco anos.
Para o julgamento foram arroladas 10 testemunhas, sendo cinco indicadas pela acusação e cinco pela defesa, incluindo policiais militares que atenderam a ocorrência. Procurados, os advogados de defesa Gabriel Gianinni e Catherina Vicentini Zacharias, informaram que só irão se manifestar após o encerramento do júri.
Angelo não deverá comparecer ao julgamento e tem um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, porém nunca foi encontrado. O julgamento poderá ocorrer à revelia, cabendo ao Conselho de Sentença decidir pela absolvição ou condenação com base nas provas apresentadas em plenário.
O caso reacende o debate sobre conflitos familiares que evoluem para violência extrema e o resultado do júri deverá definir os próximos capítulos dessa tragédia, que dividiu uma família e impactou a comunidade.
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