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Tribunal do Júri

Jovem acusado de espancar e matar pintor será julgado nesta terça em Araraquara

Vinicius da Silva Santos está preso preventivamente na Penitenciária da cidade; crime aconteceu em janeiro de 2025 em uma praça onde Rogério Fabiano Gonçalves foi brutalmente agredido na Vila Xavier

Flávio Fernandes|· 3 min de leitura
Jovem acusado de espancar e matar pintor será julgado nesta terça em Araraquara
Foto: Flavio Fernandes/Araraquara Agora
  O jovem Vinicius da Silva Santos de 24 anos, acusado de espancar e matar o pintor Rogério Fabiano Gonçalves de 41, será julgado nesta terça-feira (17), no Fórum de Araraquara. O crime aconteceu no dia 12 de janeiro, em uma praça no bairro da Vila Xavier e o réu está preso preventivamente na Penitenciária da cidade.     Segundo as investigações, Rogério era usuário de drogas e foi encontrado desacordado na praça que fica no final da Avenida dos Ferroviários, com ferimentos graves. Ele foi socorrido pela USA (Unidade de Suporte Avançado) do Samu até a Santa Casa e permaneceu internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas não resistiu e morreu 43 dias depois.   
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O caso começou a ser apurado pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) após o pai da vítima, de 69 anos, registrar um boletim de ocorrência no Plantão Policial. A investigação apontou que o espancamento ocorreu depois de uma sequência de conflitos envolvendo o pintor, a vizinha de 50, e a irmã do acusado de 33.    No relatório final, a DIG apontou que Rogério teria agredido a vizinha durante uma discussão na noite de 11 de janeiro. Na sequência, ao ser repreendido pela irmã do réu, teria passado a ameaçá-la com uma espátula, dizendo que “o que era dela estava guardado”.   A partir daí, segundo a investigação, o réu ao saber das ameaças feitas, foi até o local acompanhado de um jovem de 22 anos, amigo da família. Os dois, seguiram até a praça onde o pintor estava. Vinicius afirmou em depoimento que foi tirar satisfação com o pintor por causa das ameaças a mulher.   Disse ainda que, durante a discussão a vítima teria tentado atingi-lo com uma cabeçada, momento em que reagiu com socos. Ainda de acordo com o próprio depoimento, Rogério caiu, bateu a cabeça em uma árvore e já no chão continuou sendo agredido com chutes na cabeça até perder os sentidos.   No relatório, a DIG destacou que a motivação das agressões foi confirmada pelas buscas e pelos depoimentos colhidos, especialmente o da vizinha e o das irmãs de Vinicius. O amigo do réu, se entregou na delegacia e chegou a ser preso porque havia um mandado de prisão em seu desfavor e ao ser ouvido disse que acompanhou o réu até a praça, que viu a vítima ser agredida e relatou que o acusado chegou a lançar uma pedra contra a cabeça do pintor.   Apesar disso, afirmou que não participou das agressões e que tentou conter o jovem, mas dias depois o suspeito foi solto por falta de provas sobre participação direta no espancamento. Vinicius foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado, motivo fútil e com recurso que dificiltou a defesa da vítima.     Para o julgamento, foram arroladas 5 testemunhas de defesa e 4 testemunhas de acusação e o júri deve analisar se o réu agiu sozinho, a motivação do crime e se a qualificadora apontada pelo MP será reconhecida pelos jurados. A advogada Cassia Vanessa Maquedano Peccinin, que representa o acusado foi procurada e informou que vai se manifestar somente após o resultado do júri.    

 

 

 

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