Trabalhador
1º de Maio: o que mudou no trabalho e os desafios que seguem no Brasil
Data relembra conquistas como a jornada de 8 horas e acende alerta para informalidade e ‘uberização’ das relações de trabalho

O Dia do Trabalho, celebrado nesta sexta-feira, 1º de maio, vai além de um simples feriado. A data carrega um forte simbolismo histórico ligado às lutas da classe trabalhadora por melhores condições, direitos e dignidade. Mais de um século após sua origem, o momento continua atual, reunindo reflexões sobre os avanços conquistados e os desafios que persistem nas relações de trabalho no Brasil.
O dia ainda remonta às mobilizações operárias do final do século XIX, especialmente à greve de 1886 em Chicago, nos Estados Unidos, que reivindicava a redução da jornada para oito horas diárias, um direito hoje amplamente consolidado em várias legislações ao redor do mundo.
No Brasil, o 1º de maio foi oficializado como feriado nacional em 1925 e ganhou forte simbolismo ao longo do século XX, especialmente com a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1943, durante o governo de Getúlio Vargas, consolidando direitos como férias, descanso semanal e regulamentação da jornada. Desde então, a data se tornou não apenas comemorativa, mas também um espaço de debate sobre condições de trabalho, renda e proteção social.
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Em que pese as transformações da sociedade, as mudanças tecnológicas, a legislação trabalhista é importante pilar que regulamenta direitos fundamentais garantidos pela Constituição. Para a advogada Claudia Rocha, o Dia do Trabalho precisa ser visto como um momento de reafirmação de direitos conquistados historicamente.
Claudia Rocha também chama atenção para o aumento da informalidade e da chamada “uberização” do trabalho, fenômenos que, segundo ela, desafiam o modelo tradicional de proteção trabalhista, precarizam as relações de trabalho e desequilibram as relações sociais.
“O grande desafio atual é equilibrar a necessária atualização das relações de trabalho, mas sem vilipendiar os direitos historicamente conquistados”, afirma.
Assim, mais de um século após sua origem, o 1º de maio permanece atual. Entre memória histórica e desafios contemporâneos, a data reforça a centralidade do trabalho como um pilar de dignidade humana, inclusão social e cidadania.
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