Deu Ruim
SIG da CPJ fecha clínica e prende esteticista por venda ilegal de remédios para emagrecimento na Vila Xavier
Estabelecimento foi interditado e várias substâncias proibidas e sem registro foram apreendidas

Uma ação do SIG (Setor de Investigações Gerais) da CPJ (Central de Polícia Judiciária) resultou na prisão de uma esteticista de 43 anos, na manhã desta quinta-feira (30), suspeita de aplicar e vender remédios para emagrecimento de forma ilegal em uma clínica de estética no bairro Vila Xavier, em Araraquara.
Segundo boletim de ocorrência, a investigação apontava que o estabelecimento na Rua Maestro José Tescari eram utilizado para venda de produtos de uso restrito sem autorização dos órgãos competentes e sem a devida capacitação profissional responsável. Durante ação, os investigadores apreenderam uma grande quantidade de substâncias e materiais, incluindo medicamentos injetáveis, seringas, agulhas e anestésicos.
Também foram encontrados compostos utilizados para emagrecimento, como tirzepatida e semaglutida — que exigem prescrição médica e controle rigoroso. As equipes ainda localizaram produtos proibidos pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), como itens conhecidos comercialmente como “TG 15” e “Lipoless”.
As investigações indicam que a clínica estaria sendo utilizada para aplicação de medicamentos popularmente conhecidos como “Mounjaro”, voltados ao emagrecimento, sem autorização legal e em condições consideradas inadequadas para esse tipo de procedimento. Além dos medicamentos, foram apreendidos dinheiro em espécie, equipamentos e diversos insumos utilizados nos atendimentos.
A Vigilância Sanitária acompanhou a ação e determinou a interdição do estabelecimento e a esteticista foi levada para CPJ, onde o delegado Elton Hugo Negrini tomou ciência. Um boletim de ocorrência foi registrado como contrabando, falsificação ou adulteração de produtos medicinais e receptação.
Diante dos fatos a mulher teve a prisão em flagrante ratificada, pela autoridade policial e foi encaminhada á Cadeia Pública Feminina de São Carlos. O caso, segue sob investigação do SIG.
RISCO Á SAÚDE
Autoridades reforçam o alerta para os riscos desse tipo de procedimento. A aplicação de medicamentos sem registro, procedência ou acompanhamento médico pode causar complicações graves, como infecções, reações adversas, problemas metabólicos e até risco de morte.
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