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Deu Trabalho Mas Foi Preso

SIG da CPJ prende cadeirante acusado de série de furtos na Vila Xavier

Investigação aponta envolvimento do homem em diversos crimes contra comércios; comparsa conseguiu fugir durante ação em uma área de mata

Flávio Fernandes|· 4 min de leitura
SIG da CPJ prende cadeirante acusado de série de furtos na Vila Xavier
Foto: Flavio Fernandes/Araraquara Agora

 

Um cadeirante de 33 anos, acusado de cometer uma série de furtos e tentativas de invasão a estabelecimentos comerciais foi preso pelo SIG (Setor de Investigações Gerais) da CPJ (Central de Polícia Judiciária) na manhã desta segunda-feira (1º), em Araraquara. 

A prisão ocorreu após investigadores receberem uma denúncia informando que o suspeito e uma mulher de 42, que também seria integrante do grupo, estavam aguardando a abertura de um ferro-velho na Avenida Manoel Bernardes, no Jardim Santa Júlia. Com a chegada das equipes e populares a dupla tentou fugir pela Via de Acesso Abdo Najm e seguiram em direção a uma estrada de terra próximo de um pesqueiro entre a Vila Xavier e o Yolanda Ópice. 

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Durante a fuga, a mulher conseguiu se embrenhar em uma área de mata e não foi localizada. Já o cadeirante acabou detido pelos policiais civis e conduzido à CPJ. Após os procedimentos de polícia judiciária, ele foi encaminhado para a Cadeia Pública de Santa Ernestina.

O homem deverá responder, pelos crimes de associação criminosa e furto qualificado. As investigações prosseguem para localizar, os demais integrantes do grupo.

Em entrevista, o delegado Elton Hugo Negrini afirmou que o SIG vinha monitorando a atuação da quadrilha há semanas (Assista No Fim da Matéria).

 

“A CPJ, através do SIG, está atrás desse pessoal. É um cadeirante, uma mulher e um terceiro indivíduo que ainda não conseguimos identificar. Nós temos entre cinco e seis furtos qualificados e tentados em Araraquara envolvendo esse grupo”, afirmou.

 

De acordo com o delegado, os criminosos agiam sempre de forma semelhante. Enquanto a mulher empurrava a cadeira de rodas, os suspeitos observavam a movimentação e após identificarem uma oportunidade, tentavam arrombar os estabelecimentos.

 

“Temos casos em funerária, retífica, casa de carnes, drogaria e outros estabelecimentos. Eles realmente estavam causando transtornos aos comerciantes da cidade”, destacou Negrini.

 

O caso mais recente atribuído ao grupo ocorreu na madrugada da última quarta-feira (27), quando três suspeitos tentaram invadir um açougue no Jardim Santa Júlia. Imagens de câmeras de segurança mostraram um integrante monitorando a movimentação de viaturas na Rua Genésio Schiavinato, enquanto o cadeirante e a mulher tentavam forçar a entrada do estabelecimento.

Os criminosos chegaram a arrombar os cadeados da porta, mas não conseguiram acessar o interior do comércio. As investigações apontam ainda o envolvimento deles em furtos registrados em uma escola de música na Vila Nice, uma loja esportiva no Centro, um restaurante japonês na Vila Ferroviária e tentativas de invasão a uma funerária em Araraquara.

Em São Carlos, eles também é suspeito de um furto que chamou a atenção dos investigadores. Um açougue teria sido invadido três vezes na mesma madrugada. Segundo a polícia, o cadeirante aparece nas imagens de monitoramento acompanhado dos comparsas em todas as ações.

Na ocasião, foram levados carnes, bebidas, dinheiro, celulares e cerca de 50 facas, causando um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 14 mil ao proprietário. O trio chegou a ser detido anteriormente pela Polícia Militar; em Araraquara.

Celulares, ferramentas e outros objetos foi apreendido, mas os suspeitos foram ouvidos e liberados por não terem sido flagrados cometendo os crimes naquele momento. Ainda de acordo com o delegado Elton Negrini, o preso alegou que estaria praticando os furtos para pagar dívidas relacionadas ao tráfico de drogas em São Carlos.

A Polícia Civil, porém, trabalha com a hipótese de que exista uma estrutura organizada por trás dos delitos.

 

“Ele fala que estava devendo droga para traficantes de São Carlos, mas nós temos muitas provas. Também existe um veículo preto que aparece ligado às ações. Ele diz que seria um Uber, mas acreditamos que possa estar sendo utilizado para dar apoio nas fugas e dividir os lucros dos furtos”, explicou.

 

O SIG continua as investigações para identificar o terceiro integrante da quadrilha e reunir novos elementos, que possam fortalecer o inquérito. O objetivo é responsabilizar todos os envolvidos e interromper a sequência de crimes, que vinha causando prejuízos e insegurança aos comerciantes da região.

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