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Crianças e pets correm mais risco em acidentes com escorpiões; veja como agir
Especialistas explicam onde os animais se escondem e como proteger crianças, adultos e animais de estimação

A presença de escorpiões em áreas urbanas ainda é um desafio para a saúde pública em diversas cidades brasileiras, incluindo Araraquara. O risco se torna ainda maior quando as vítimas são crianças ou animais de estimação, grupos mais vulneráveis aos efeitos do veneno. A rapidez no atendimento é determinante para evitar complicações graves e aumentar as chances de recuperação.
O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) é considerado a espécie de maior relevância médica no Brasil e está associado à maior parte dos acidentes graves registrados no país. Adaptado ao ambiente urbano, ele encontra abrigo em locais com acúmulo de entulho, lixo, materiais de construção e redes de esgoto, tornando-se uma preocupação constante para moradores.
Em Araraquara, assim como em outras cidades do interior paulista, a orientação das autoridades de saúde é reforçar medidas preventivas dentro e fora das residências. Além disso, conhecer os procedimentos corretos em caso de acidente pode fazer a diferença entre uma recuperação tranquila e um quadro de emergência.
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Por que a picada de escorpião é mais perigosa para crianças?
Segundo Joelma Gonçalves Martin, especialista da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), entre os grupos de maior risco estão as crianças, que podem desenvolver sintomas mais intensos em um período menor de tempo. Isso ocorre porque a quantidade de veneno inoculada pelo escorpião se distribui em um organismo com menor massa corporal, potencializando seus efeitos.
“É um veneno extremamente agressivo. A criança é picada, recebe a mesma quantidade de veneno que um adulto receberia, mas nela o veneno se distribui por um organismo que tem um peso corporal menor. Então isso vai resultar numa dose de toxina por quilo de peso maior nas crianças, do que no adulto”, explica a pediatra, em entrevista a Agência Brasil.
Além da dor intensa, considerada um dos principais sinais do acidente, podem surgir alterações cardíacas, respiratórias e neurológicas.
Entre os sintomas que exigem atenção imediata estão:
- Taquicardia;
- Alterações da pressão arterial;
- Suor excessivo;
- Dor abdominal intensa;
- Falta de ar;
- Convulsões;
- Sonolência excessiva ou agitação;
- Edema agudo de pulmão;
- Comprometimento cardíaco.
A gravidade do quadro varia de acordo com a espécie envolvida, a quantidade de veneno inoculada e as condições clínicas da vítima. Ainda assim, a recomendação é que diante de qualquer suspeita, a criança deve ser levada imediatamente a uma unidade de saúde onde é disponibilizado o soro.
Dor intensa é um importante sinal de alerta
Nem sempre a marca da picada é facilmente identificada. Em muitos casos, o ferimento é pequeno e passa despercebido. Porém, a dor intensa e repentina costuma ser um dos principais indícios de envenenamento.
Por esse motivo, é importante que pais e responsáveis não aguardem o aparecimento de sintomas mais graves para procurar atendimento. Quanto menor o intervalo entre o acidente e o início do tratamento, maiores são as chances de recuperação sem sequelas.
Nos casos leves, o tratamento pode envolver apenas observação médica e controle da dor. Já situações moderadas e graves podem exigir a aplicação do soro antiescorpiônico, disponível em hospitais de referência.
Tempo de atendimento pode salvar vidas
Uma das principais recomendações das autoridades de saúde é que a população saiba antecipadamente quais unidades de atendimento possuem estrutura para tratar acidentes com animais peçonhentos. Em situações de emergência, o SAMU (192) ou o Corpo de Bombeiros (193) podem ser acionados para agilizar o transporte até o local adequado.
Enquanto o atendimento não ocorre, algumas medidas simples são recomendadas. “Higienizar o local [da picada]. Eventualmente, pode dar um remédio com analgésico via oral, que costuma ser pouco eficaz, mas é para minimizar um pouquinho a dor”.
“Levantar o membro [que recebeu a picada], também pode ser complementos do tratamento importantes, mas que não devem atrasar o encaminhamento ao hospital”, diz a pediatra.
Compressas mornas podem ajudar a aliviar a dor, mas não substituem a avaliação profissional.
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Onde encontrar o soro antiescorpiônico em Araraquara?
Em casos de picada de escorpião, o atendimento deve ser procurado imediatamente na UPA Central "Amélia Bernardino Cutrale", unidade de referência em Araraquara para aplicação do soro antiescorpiônico. O serviço funciona 24 horas por dia.
Endereço: Avenida Maria Antonia Camargo de Oliveira (Via Expressa), s/nº, Vila Velosa.
Araraquara chega a 211 casos confirmados
A Prefeitura de Araraquara divulgou nesta segunda-feira (3) o novo boletim epidemiológico da dengue no município. Segundo os dados atualizados, a cidade contabiliza 211 casos confirmados da doença.
O levantamento informa ainda que 14 notificações seguem aguardando resultado de exames. Até o momento, não há registros de casos inconclusivos.
Entre os pacientes infectados, uma pessoa permanece internada devido a complicações relacionadas à dengue. Apesar do avanço dos casos, o município informa que não há registro de óbitos provocados pela doença nesta atualização.
Controle de criadouros depende da participação dos moradores
A Secretaria da Saúde reforça que a prevenção da dengue começa dentro das residências e depende da colaboração dos moradores. A orientação é para que a população receba os agentes de combate às endemias durante as visitas aos imóveis.
Durante as vistorias, os profissionais analisam o intradomicílio, que corresponde às áreas internas das casas, e o peridomicílio, que inclui os espaços externos. O objetivo é identificar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Quando necessário, seguindo os protocolos técnicos, os agentes podem aplicar larvicida ou outros produtos indicados para impedir o desenvolvimento das larvas até a fase adulta. Além disso, os moradores recebem orientações para eliminar recipientes que possam acumular água.
“A colaboração da população é fundamental para reduzir os riscos de transmissão das arboviroses. Ao permitir a entrada do agente, o morador contribui para a identificação e eliminação de criadouros e para a proteção de sua família e de toda a comunidade”, explica a chefe de unidade de Vigilância Ambiental em Saúde, Juliana Catarina Orizo.
Como identificar os agentes
Os profissionais do Controle de Vetores utilizam camisa azul e, na maioria dos casos, colete de identificação. Antes de permitir a entrada no imóvel, os moradores devem solicitar a apresentação do crachá funcional. Em caso de dúvida sobre a visita, o morador pode pedir que o agente chame o supervisor da área, que estará identificado em um veículo oficial da Prefeitura.
A confirmação das ações também pode ser feita pelos telefones do Controle de Vetores: (16) 3303-3123 e (16) 3303-3124.
“A prevenção da dengue depende da participação de todos. Receber o agente de combate às endemias é uma atitude simples que contribui para a eliminação de criadouros e para a proteção da saúde de toda a cidade”, reforça Juliana.

Pets também correm risco com picada de escorpião
A preocupação não se limita às pessoas. Os animais de estimação, especialmente cães e gatos, também podem sofrer acidentes graves ao tentar brincar, caçar ou se aproximar de escorpiões.
Quando ocorre uma picada de escorpião em pets, os sinais podem surgir rapidamente. Entre os sintomas mais comuns estão:
- Dor intensa;
- Inchaço;
- Sangramento;
- Dificuldade respiratória;
- Paralisia muscular;
- Pálpebras caídas;
- Manchas arroxeadas.
Veterinários alertam que o atendimento deve ser imediato. O tutor deve lavar o local da picada com água e sabão e encaminhar o animal para uma clínica veterinária o mais rápido possível. Também é importante evitar práticas perigosas, como aplicar medicamentos por conta própria, fazer torniquetes, utilizar produtos caseiros ou tentar retirar o veneno. Caso seja seguro, uma fotografia do animal responsável pelo acidente pode ajudar na identificação e no tratamento.

Fonte: Agência Brasil; Agência SP; Butantan.
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