Uma forte tempestade acompanhada de ventos intensos e granizo atingiu Taquaritinga na madrugada desta sexta-feira (24), provocando uma série de transtornos no município. O temporal causou queda de árvores, postes e estruturas, destelhamentos, interrupção no fornecimento de energia elétrica e serviços de internet, além de deixar moradores assustados com a intensidade da chuva.
Um dos prédios atingidos foi a Câmara Municipal de Taquaritinga, que registrou danos em sua fachada em decorrência da força do vendaval. Moradores também registraram a grande quantidade de pedras de granizo acumuladas em diversos pontos da cidade após a tempestade.
Em nota oficial, a Prefeitura informou que, em razão dos danos causados pelo temporal e da interrupção no fornecimento de energia e dos serviços de internet, não houve expediente no Paço Municipal nesta sexta-feira. Segundo o comunicado, equipes da administração municipal foram mobilizadas para atuar em diferentes regiões da cidade, com o objetivo de minimizar os impactos, prestar atendimento às ocorrências e restabelecer a normalidade o mais rapidamente possível. A administração também orientou a população a redobrar os cuidados durante este período.
Além de Taquaritinga, o temporal atingiu outros municípios da região, como Pradópolis, Guariba, Dumont e Ribeirão Preto, com registros de queda de árvores, postes e interdições em rodovias.
Em Ribeirão Preto, os reflexos da tempestade também afetaram a área da saúde. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo acionou um plano de contingência para garantir a continuidade do atendimento aos pacientes após os danos provocados pelas fortes chuvas.
Hospitais e unidades de saúde da região registraram impactos, levando à reorganização dos fluxos assistenciais e à mobilização de hospitais de cidades vizinhas, como São Carlos, Matão e Américo Brasiliense, além de unidades das regiões de Araraquara, Franca, Barretos e São João da Boa Vista. Pacientes que não conseguiram comparecer a consultas e exames terão os atendimentos reagendados pelas unidades de saúde. As autoridades seguem monitorando a situação e orientam que moradores evitem áreas com risco de queda de árvores, fios elétricos rompidos e pontos de alagamento até que a situação seja completamente normalizada.
Ribeirão Preto foi a cidade mais atingida pelo temporal que passou pela região na madrugada desta sexta-feira (24). Em cerca de 30 minutos, a chuva intensa, acompanhada de rajadas de vento de aproximadamente 70 km/h, provocou uma série de transtornos e deixou um homem de 82 anos morto após o desabamento de uma estrutura vizinha sobre sua residência, no Jardim Salgado Filho.
A Prefeitura decretou estado de emergência por 180 dias e montou um gabinete de crise para coordenar as ações de resposta. O temporal derrubou centenas de árvores, danificou imóveis, interrompeu o fornecimento de energia elétrica, água, telefonia e internet, além de provocar alagamentos em diversos pontos da cidade.
Na área da saúde, a Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas precisou suspender temporariamente o recebimento de pacientes, enquanto o Hospital Santa Lydia operou com gerador após sofrer alagamentos e ter o acesso bloqueado pela queda de uma árvore. Diante da situação, a Secretaria de Estado da Saúde acionou um plano de contingência para redistribuir pacientes entre hospitais da região, incluindo unidades de Araraquara, São Carlos, Matão, Franca, Barretos e Américo Brasiliense.
A CPFL informou que três subestações ficaram fora de operação, deixando milhares de imóveis sem energia. Equipes da concessionária, da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros seguem trabalhando na remoção de árvores, reparos na rede elétrica e no restabelecimento dos serviços essenciais. Até o momento, Ribeirão Preto concentra o cenário mais grave entre os municípios atingidos pela tempestade na região.
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