INVESTIGAÇÃO | ESTUPRO
Suspeito de estupro é encontrado no barracão onde crime teria ocorrido em Araraquara
Homem foi localizado pela PM nesta quarta-feira (12) após testemunhas relatarem que ele estava no imóvel

Um homem investigado por um estupro ocorrido em Araraquara foi detido pela Polícia Militar na manhã desta quarta-feira (12), dentro de um barracão abandonado na região dos trilhos, ao lado da Via Expressa, na área central da cidade. O imóvel é o mesmo apontado por uma farmacêutica de 45 anos como o local onde teria sido violentada no último sábado (8).
Segundo as informações apuradas, a Polícia Militar chegou novamente ao suspeito depois que testemunhas relataram ter visto um homem com características semelhantes às descritas pela vítima entrando no galpão. A nova abordagem ocorreu após determinação da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), responsável pelas diligências relacionadas ao caso.
No interior do imóvel, os policiais encontraram o homem dormindo sobre um colchão. O espaço está abandonado, apresenta sinais de objetos queimados e possui roupas, colchões e outros pertences espalhados. O local também seria utilizado como abrigo por pessoas em situação de rua. Durante a ação, foi encontrada ainda uma bolsa verde semelhante à mencionada pela vítima no relato feito à polícia. O objeto e as demais circunstâncias deverão ser analisados no decorrer da investigação.

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Suspeito de estupro em Araraquara já havia sido abordado
O homem localizado nesta quarta-feira já havia sido abordado pela polícia na terça-feira (11), durante as primeiras diligências realizadas após o registro da ocorrência. Na ocasião, porém, ele foi liberado depois do registro policial e não chegou a passar pelo reconhecimento da vítima, conforme as informações obtidas sobre o caso.
De acordo com a 1ª tenente Elisabete, da Polícia Militar de Araraquara, o homem havia sido abordado no dia anterior e posteriormente liberado após a elaboração do boletim de ocorrência, dentro dos procedimentos da resolução 57. A oficial informou que, nesta quarta-feira, houve uma nova determinação para abordagem e condução do investigado.
“O suspeito foi detido, conduzido para reconhecimento”, afirmou a tenente em entrevista a uma emissora de rádio da cidade.
Segundo a PM, durante a abordagem desta quarta-feira o homem não apresentou uma versão sobre a acusação. Ele foi encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher de Araraquara, onde deverá ser submetido aos procedimentos determinados pela Polícia Civil, entre eles o reconhecimento pela vítima.
Até a conclusão desse procedimento e das demais diligências, o homem deve ser tratado como suspeito, já que a investigação permanece em andamento e não há condenação judicial.
O que é a Resolução SSP-57
A Polícia Militar informou que a liberação ocorrida na primeira abordagem, na terça-feira, aconteceu após registro da ocorrência nos moldes da Resolução SSP-57/2015, conforme determinação da autoridade policial.
A norma, editada pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, disciplina o atendimento e o registro de ocorrências e busca padronizar procedimentos entre as polícias Civil e Militar. Entre seus objetivos estão tornar o atendimento mais célere, estabelecer formas de comunicação entre as corporações e permitir que equipes retornem ao patrulhamento após as providências previstas para cada situação.
A regulamentação prevê situações em que, depois das medidas realizadas pela Polícia Militar, a ocorrência pode seguir para providências posteriores da Polícia Civil sem necessidade de apresentação pessoal em determinadas hipóteses. A adoção de medidas como prisão em flagrante depende das circunstâncias concretas, dos elementos disponíveis e da avaliação da autoridade policial competente.
No caso investigado em Araraquara, a liberação na terça-feira ocorreu após o registro policial e por determinação da autoridade da Polícia Civil. Já nesta quarta-feira, a DDM determinou uma nova abordagem, e o homem foi conduzido para prosseguimento das diligências.
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Testemunhas indicaram presença do homem no barracão
O novo capítulo da investigação começou depois que pessoas informaram à polícia que um homem com as características procuradas estaria dentro do imóvel abandonado apontado pela farmacêutica.
Policiais militares foram até o endereço e fizeram a abordagem. O suspeito estava dormindo em um colchão e, desta vez, apresentava o cabelo raspado, característica diferente da descrição inicial fornecida pela vítima.
Outro detalhe chamou a atenção durante a diligência foi a presença de uma bolsa verde no imóvel. Ao registrar o caso, a vítima havia relatado que o autor carregava uma mochila ou bolsa verde. A semelhança, por si só, não comprova a autoria do crime, mas passa a integrar os elementos que poderão ser avaliados pela Polícia Civil.
Segundo as informações apuradas, o nome informado pelo homem abordado também coincide com o primeiro nome que teria sido mencionado pelo autor à vítima durante o episódio: Renato. A coincidência também deverá ser confrontada com outros elementos da investigação.
Farmacêutica relatou ter sido seguida na Via Expressa
O crime investigado teria ocorrido na noite de sábado (8). De acordo com o boletim de ocorrência, a farmacêutica relatou que costuma fazer caminhadas pela cidade e estava sozinha, sem telefone celular, quando passava pela Avenida Maria Antônia Camargo de Oliveira, a Via Expressa, nas proximidades de um posto de combustíveis.
Segundo seu depoimento, ela percebeu um homem nas proximidades da Rodoviária de Araraquara e notou que ele teria começado a segui-la a pé.
A mulher afirmou que posteriormente foi abordada por trás e levada sob ameaça de uma faca até o barracão abandonado, situado do outro lado da via.
No local, que possui pouca iluminação e está em condições de abandono, ela relatou ter sido obrigada a manter relação sexual contra a vontade. Conforme o registro policial, a violência teria durado aproximadamente 30 minutos.
Após o episódio, a farmacêutica deixou o local e seguiu a pé para casa. Ela procurou a polícia na manhã de terça-feira (11), quando o caso passou a ser formalmente investigado.
Características foram fornecidas à Polícia Civil
Durante o atendimento, a vítima apresentou aos investigadores uma descrição detalhada do homem que apontou como autor do crime. Segundo o relato, ele aparentava aproximadamente 50 anos, tinha cerca de 1,65 metro de altura, aproximadamente 70 quilos, porte físico magro, pele branca, cabelos curtos, lisos e loiros, além de olhos azuis, barba, bigode e poucos dentes.
Na ocasião do crime, segundo a vítima, o homem utilizava camiseta azul, bermuda e chinelos e carregava uma bolsa ou mochila verde.
Ela também contou que o homem teria dito se chamar “Renato”, sem fornecer sobrenome. A vítima afirmou à polícia acreditar que conseguiria reconhecê-lo pessoalmente, por fotografias e também pela voz.
Matéria em atualização
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