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CULTURA | BIENAL

Autora araraquarense Jéssica Cervan leva livro infantil à Bienal de São Paulo

Psicóloga clínica e escritora fará sessão de autógrafos de livro infantil sobre medos, sentimentos e sonhos

Cassiane Chagas|· 5 min de leitura
Autora araraquarense Jéssica Cervan leva livro infantil à Bienal de São Paulo
Jéssica Cervan participa da Bienal Internacional do Livro de São Paulo com sessão de autógrafos de seu livro infantil Os Medos e os Sonhos de Porquelita Foto: Divulgação.

 

A literatura de Araraquara ganha espaço na Bienal Internacional do Livro de São Paulo. No dia 5 de setembro de 2026, a psicóloga clínica e escritora araraquarense Jéssica Cervan participa do evento com uma sessão de autógrafos de seu livro infantil Os Medos e os Sonhos de Porquelita.

O encontro com leitores está marcado para as 18h, no estande da Global Assessoria, dentro da programação da Bienal. A atividade será uma oportunidade para crianças, familiares, educadores e profissionais conhecerem a autora e a história protagonizada por Porquelita, personagem criada para abordar, de maneira acessível e acolhedora, questões ligadas ao universo emocional infantil.

Nascida e moradora de Araraquara, Jéssica leva para um dos principais eventos literários do país uma obra que parte de situações comuns da infância para falar sobre sentimentos que nem sempre são fáceis de explicar. Medo, insegurança, conflitos familiares, convivência entre irmãos e a necessidade de ser ouvido aparecem na narrativa de forma leve e lúdica.

 

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Autora araraquarense leva livro infantil à Bienal

Em Os Medos e os Sonhos de Porquelita, a personagem central representa crianças que convivem diariamente com dúvidas, receios e desejos. Ao acompanhar suas experiências, os leitores são convidados a refletir sobre a importância de reconhecer aquilo que sentem e encontrar maneiras de expressar as próprias emoções.

Entre os assuntos trabalhados na obra está o medo do escuro, uma experiência comum durante a infância. A narrativa também aborda a relação entre irmãos e os desafios que podem surgir dentro da própria família, criando situações nas quais as crianças podem se reconhecer.

A proposta, segundo a autora, é aproximar a literatura de questões relacionadas ao desenvolvimento emocional sem transformar a história em uma abordagem pesada ou excessivamente didática.

A personagem Porquelita permite que esses temas sejam apresentados por meio de uma linguagem próxima do público infantil. Dessa forma, o livro pode servir como ponto de partida para conversas entre crianças e adultos sobre sentimentos que muitas vezes permanecem escondidos.

 

Literatura como espaço para falar sobre emoções

A formação profissional de Jéssica Cervan também está diretamente ligada à proposta da obra. Psicóloga clínica desde 2022, ela é formada em Psicologia pela UNIP e atualmente é pós-graduanda em Clínica Psicanalítica Contemporânea pela PUC-RS.

A experiência adquirida durante a atuação profissional contribuiu para a construção de uma história que busca valorizar a escuta das crianças. A autora parte da percepção de que os pequenos podem experimentar emoções complexas, mesmo quando ainda não possuem repertório suficiente para explicar exatamente o que estão sentindo.

Para Jéssica, a literatura pode ajudar justamente nesse processo. Ao encontrar em uma personagem situações semelhantes às suas, a criança pode perceber que determinadas emoções fazem parte da experiência humana e que não precisa enfrentá-las sozinha.

 

“Os Medos e os Sonhos de Porquelita nasceu da percepção de que, muitas vezes, as crianças têm sentimentos profundos, mas ainda não encontram palavras para expressá-los. A literatura pode ser esse espaço seguro: aquele em que elas se reconhecem, se sentem acolhidas e percebem que não estão sozinhas”, afirma a autora.

 

A proposta amplia o papel do livro para além do entretenimento. A história pode contribuir para que pais e responsáveis criem momentos de conversa com os filhos, especialmente quando surgem situações envolvendo medo, tristeza, conflitos ou insegurança.

 

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Obra também pode ser utilizada por educadores

Além do ambiente familiar, Os Medos e os Sonhos de Porquelita pode encontrar espaço em escolas e outros ambientes de atendimento infantil. Educadores e profissionais da área de saúde mental podem utilizar a narrativa como recurso para estimular conversas sobre emoções, relações familiares, vínculos e sonhos.

A literatura infantil costuma oferecer uma forma indireta de abordar assuntos delicados. Em vez de perguntar diretamente à criança sobre uma experiência pessoal, por exemplo, adultos podem utilizar uma situação vivida por um personagem para iniciar uma conversa e permitir que o pequeno se manifeste no próprio ritmo.

Nesse sentido, Porquelita funciona como uma ponte entre o universo imaginário e questões presentes na vida cotidiana. Os acontecimentos da personagem podem estimular perguntas, identificação e troca de experiências.

A presença da autora na Bienal também aproxima esse trabalho dos leitores. A sessão de autógrafos permitirá que o público conheça Jéssica pessoalmente e converse sobre a criação da obra, sua inspiração e a relação entre sua trajetória na Psicologia e a literatura infantil.

 

Sessão de autógrafos será em setembro

A participação de Jéssica Cervan na Bienal Internacional do Livro de São Paulo acontece no dia 5 de setembro de 2026, às 18h. A sessão será realizada no estande da Global Assessoria.

O evento deve reunir leitores interessados em literatura, autores, profissionais do setor editorial, educadores e famílias. Para a escritora de Araraquara, a participação representa também uma oportunidade de apresentar seu trabalho para um público mais amplo e levar a mensagem de Porquelita para além dos leitores da cidade.

 

Anote!

📖 Evento: Sessão de autógrafos de Os Medos e os Sonhos de Porquelita
✔ Autora: Jéssica Cervan
✔ Data: 5 de setembro de 2026
✔ Horário: 18h
✔ Local: Estande da Global Assessoria — Bienal Internacional do Livro de São Paulo

 “A literatura pode ser esse espaço seguro: aquele em que elas se reconhecem, se sentem acolhidas e percebem que não estão sozinhas”, afirma
“A literatura pode ser esse espaço seguro: aquele em que elas se reconhecem, se sentem acolhidas e percebem que não estão sozinhas”, afirma

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