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Condenação

Pedreiro é condenado a 30 anos por matar jovem e ferir colega com facadas em Araraquara

Tribunal do Júri reconheceu homicídio privilegiado nos dois crimes e a defesa de Pedro Miguel dos Anjos estuda recurso sobre a dosimetria da pena

Flávio Fernandes|· 3 min de leitura
Pedreiro é condenado a 30 anos por matar jovem e ferir colega com facadas em Araraquara
Foto: Flavio Fernandes/Araraquara Agora

No caso da morte de José Edivan, os jurados reconheceram o homicídio privilegiado e duas qualificadoras. Já em relação à vítima sobrevivente, também houve o reconhecimento do mesmo privilégio e uma qualificadora.  

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De acordo com nota divulgada pela defesa, Pedro recebeu 23 anos de reclusão pelo homicídio consumado e 7, pelo homicídio tentado, totalizando 30, de pena. As vítimas e o autor trabalhavam na construção civil e dividiam uma casa, localizada na Avenida Geraldo Neves Junior no Vale do Sol. 

Segundo a investigação conduzida pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), o episódio teria sido antecedido por brincadeiras de mau gosto direcionadas a Pedro de 24. Conforme apurado, ele teria pedido em diferentes momentos para que as provocações fossem interrompidas.

Na madrugada do crime, os trabalhadores participavam de uma confraternização quando houve uma discussão. A investigação apontou que o jovem deixou o imóvel e posteriormente, retornou armado com uma faca.

José Edivan estava dormindo quando foi atacado e acabou esfaqueado nas costas, pescoço e na lateral do corpo. Na sequência, o segundo jovem, que também dormia, foi ferido, mas conseguiu sobreviver e deixar o local.

Após os ataques, Pedro fugiu e passou a ser procurado e durante a investigação, os investigadores da DIG reuniram depoimentos e analisaram imagens de câmeras de segurança fornecidas por um empresário. Uma das gravações mostrou o autor lavando as mãos sujas de sangue na obra onde trabalhava.

O jovem, também apareceria usando uma bermuda com manchas e com as informações levantadas, os policiais civis chegaram a uma área de mata na região do Distrito Industrial, no Altos do Jaraguá. Pedro, foi encontrado no local e preso poucas horas depois do crime.

A faca apontada como utilizada nos ataques não foi localizada e ainda assim, a DIG reuniu outros elementos durante o inquérito, entre eles a bermuda com sangue, depoimentos de testemunhas e o relato da vítima sobrevivente. O autor, permanece preso na Penitenciária de Araraquara. 

Em nota, os advogados Lucas Torres Prado, Geraldo Pereira da Silva Junior, Grace Kelly Mathias e Bruna Maqueda Cunha responsáveis pela defesa informaram que estudam a possibilidade de apresentar recurso especificamente em relação à dosimetria da pena. Um dos pontos que serão analisados é a pena-base aplicada ao homicídio consumado, fixada inicialmente em 24 anos, apesar de, segundo a defesa, Pedro ser primário e não possuir antecedentes criminais.

A defesa ainda ressaltou, que uma eventual medida recursal deverá respeitar os limites impostos pela soberania dos veredictos do Tribunal do Júri. Pedro havia sido denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo por homicídio e tentativa de homicídio com qualificadoras relacionadas ao motivo, ao meio empregado e ao recurso que teria dificultado a defesa das vítimas.

Ao final do julgamento, contudo, os jurados reconheceram o caráter privilegiado dos dois crimes.

 

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