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Tribunal do Júri

Irmãos acusados de tentativa de homicídio em posto de combustíveis serão julgados neste terça em Araraquara

Alisson Ribeiro de Novaes está preso preventivamente na Penitenciária da cidade enquanto Adriano Ribeiro de Novaes conhecido como “Lacoste” segue foragido

Flávio Fernandes|· 2 min de leitura
Irmãos acusados de tentativa de homicídio em posto de combustíveis serão julgados neste terça em Araraquara
Foto: Flavio Fernandes/Araraquara Agora

Os irmãos Alisson Ribeiro de Novaes, de 22 anos, e Adriano Ribeiro de Novaes, conhecido como “Lacoste”, serão julgados neta terça-feira (22), pelo Tribunal do Júri por uma tentativa de homicídio ocorrida em 15 de novembro de 2025, em um posto de combustíveis na Vila Velosa. 

Alisson está preso preventivamente na Penitenciária da cidade, enquanto Adriano permanece foragido. O crime teve como vítima um jovem de 22,  na época, morador de Nova Europa. Ao todo, 10 testemunhas foram arroladas para serem ouvidas pela Justiça sendo uma de acusação, quatro comuns ás partes e 5 de defesa.

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A confusão aconteceu no estabelecimento, que fica na Avenida Maria Antônia Camargo de Oliveira (ViaExpressa). O jovem foi atingido por disparos nas duas pernas e de raspão na cabeça, precisou passar por cirurgia e correu risco de ter uma das pernas amputada.

O relatório final da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), concluiu que os irmãos teriam participado da tentativa de homicídio após uma discussão envolvendo uma ex-namorada da vítima. De acordo com a investigação, Alisson telefonou para Adriano durante o desentendimento.

O irmão chegou ao posto em um Hyundai i30 prata, armado com uma pistola calibre .380, e efetuou vários disparos contra a vítima. Os investigadores, apontam que Adriano foi autor direto dos tiros e Alisson participante da ação, na condição de mandante em tese. 

A investigação reuniu depoimentos, imagens de câmeras de segurança e laudos periciais e Alisson foi preso em 27 de novembro de 2025, no Jardim das Paineiras. Durante o interrogatório, negou ter solicitado que o irmão cometesse o crime e afirmou que telefonou para Adriano porque estava sendo ameaçado pelo jovem. 

Em denúncia apresentada, o Ministério Público de São Paulo sustentou que os réus agiram em conjunto para tentar matar a o jovem. A Promotoria atribuiu aos acusados tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil, emprego de meio que resultou perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Segundo a denúncia, Alisson teria determinado a prática do crime, enquanto Adriano executou os disparos. O MP-SP argumenta que o ataque ocorreu após uma discussão considerada banal e que os tiros, efetuados em um posto de combustíveis, colocaram outras pessoas em risco.

A acusação também destaca que o jovem foi surpreendido enquanto manobrava um veículo, sem possibilidade de reação. O crime não teria sido consumado devido ao erro de pontaria em parte dos disparos e ao atendimento médico prestado à vítima.

O advogado Cairo Alexandre Bonfim Rigoldi, que representa Alisson e Adriano, foi procurado pelo Araraquara Agora e informou que a defesa só vai se manifestar após o julgamento.

 

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