Reta final
Deputado eleito, Edinho vê 2º turno como confronto de projetos
Eleito com 115 mil votos, ex-prefeito de Araraquara diz que Lula precisa explicar melhor suas propostas no segundo turno contra Flávio Bolsonaro

Eleito deputado federal por São Paulo no domingo (4), o ex-prefeito de Araraquara e presidente nacional do PT, Edinho Silva, avalia que o segundo turno da eleição presidencial será um confronto direto entre dois projetos de país. Para ele, o presidente Lula (PT), que disputa a reeleição, precisa usar as próximas semanas para explicar ao eleitor, com mais clareza, o que defende.
Lula enfrenta o candidato Flávio Bolsonaro na votação final, marcada para o último domingo do mês, 25 de outubro.
Edinho recebeu 115.341 votos e devolve a Araraquara uma cadeira na Câmara dos Deputados depois de 15 anos. Só na região, foram mais de 70 mil votos.
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Edinho admite erro de comunicação no primeiro turno
Ao comentar o resultado de domingo, o deputado eleito reconheceu falhas da campanha petista. Na avaliação dele, o primeiro turno não conseguiu mostrar com clareza as propostas de Lula nem o que os governos do partido já entregaram.
"Não tenho dúvida de que nós erramos na comunicação quando o povo brasileiro não consegue entender que o Lula é a única liderança capaz de continuar mudando o Brasil", afirmou.
Edinho também leu nas urnas um recado sobre a política como um todo. "O sistema político brasileiro apodreceu e precisa de mudanças, de gente que redesenhe outro modelo, aproximando os mandatos da sociedade civil, da população", disse. Para ele, o mesmo vale para o Judiciário e o Ministério Público, e a ideia de que cargo público é sinônimo de privilégio ajuda a afastar o eleitor das instituições.
Soberania explicada no dia a dia
A estratégia que o presidente do PT defende para a nova etapa é traduzir temas considerados distantes, como soberania nacional, petróleo e minerais críticos, para a rotina de quem vota.
"Não adianta a gente falar em soberania se a gente não explicar para o povo que soberania significa o petróleo brasileiro ser do povo brasileiro, porque o petróleo pode financiar nossa saúde, educação, acabar com as filas do SUS", exemplificou.
No caso dos minerais críticos, a comparação proposta por ele é com o celular. "Ninguém sabe o que são os minerais críticos, mas todo mundo sabe o que é chip, o que é um celular", disse. Segundo Edinho, se esses recursos não ficarem com o país, o Brasil continuará comprando tecnologia de fora, e a riqueza seguirá indo embora.
Segundo turno: Lula e Flávio Bolsonaro, na visão de Edinho
Com apenas dois nomes na disputa, o deputado eleito acredita que a comparação ficará mais nítida. "Agora o segundo turno é um confronto de dois candidatos, onde esses dois candidatos vão ter que dizer efetivamente ao povo brasileiro o que eles representam", afirmou.
Para Edinho, Lula reúne experiência e força política para fazer as mudanças cobradas pela população. Ele citou o Prouni, o combate à fome e as medidas de redução da desigualdade e da concentração de renda como marcas a serem lembradas na campanha.
Sobre o adversário, Edinho repetiu críticas ao que chama de postura de entreguismo em relação às riquezas e aos recursos estratégicos do país. Ele também questionou a capacidade de Flávio Bolsonaro de conduzir uma política de segurança pública, mencionando o que aponta como ligações do candidato com milícias do Rio de Janeiro. As críticas são do deputado eleito; o espaço segue aberto para manifestação da campanha de Flávio Bolsonaro.
Mandato voltado para Araraquara e região
Enquanto segue na campanha presidencial, Edinho já projeta o trabalho em Brasília. Ele promete ser o elo entre Araraquara, a região e o governo federal, além do governo do Estado quando for preciso, com foco em saúde, educação, assistência social e infraestrutura.
"Quero que a região cresça, se desenvolva, se torne forte economicamente e atraia investimentos", declarou. Na mensagem aos eleitores, ele resumiu o momento como de gratidão: "Cada voto aumenta minha responsabilidade de trabalhar".
Fonte: araraquaraagora.com
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