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Saúde da coluna

Escoliose infantil: sinais na postura que os pais devem observar

No mês das crianças, fisioterapeuta de Araraquara explica por que a escoliose nem sempre dói e quando é hora de buscar avaliação

Dra. Gisela Alves Ferreira|· 3 min de leitura
Escoliose infantil: sinais na postura que os pais devem observar
Assimetrias na postura das crianças podem ser sinal de escoliose e merecem avaliação | Foto: Divulgação

A infância é uma fase de intenso crescimento e desenvolvimento. Por isso, observar a postura da criança vai muito além de pedir que ela “sente direito” ou “fique reta”.

No mês das crianças, especialistas reforçam a importância do olhar atento dos pais para alterações que podem indicar problemas posturais e, em alguns casos, estar relacionadas à escoliose.

Algumas mudanças podem ser percebidas no dia a dia, durante atividades simples, como brincar, caminhar ou permanecer em pé. Ombros em alturas diferentes, uma escápula mais evidente, assimetria na cintura ou no tronco, um quadril aparentemente mais alto de um lado, roupas que parecem ficar tortas no corpo e uma inclinação do tronco para um dos lados são alguns sinais que merecem atenção.

Infográfico com sinais de escoliose em crianças: ombros desalinhados, escápulas assimétricas, cintura assimétrica, quadris desalinhados e inclinação lateral do tronco

Também é importante observar a presença de assimetrias mais evidentes no tronco quando a criança se inclina para frente.

Teste de inclinação para frente: costas simétricas (normal) e com assimetria do tronco (escoliose)

No entanto, a identificação de uma alteração pelos pais não significa, necessariamente, que a criança tenha escoliose.

“Existem diferentes causas para assimetrias e alterações posturais. Por isso, é importante não tirar conclusões apenas pela observação e buscar uma avaliação adequada para entender o que está acontecendo com aquela criança”, explica a fisioterapeuta Dra. Gisela Alves Ferreira, especialista no tratamento da coluna (postura e escoliose).

A escoliose é uma alteração tridimensional da coluna que pode apresentar diferentes características e graus de evolução. Em muitos casos, principalmente nas fases iniciais, a condição não provoca dor, o que pode dificultar sua identificação.

Por esse motivo, esperar que a criança reclame de dor para procurar ajuda pode significar perder um momento importante para avaliação e acompanhamento. Durante as fases de crescimento, algumas curvas podem evoluir, tornando o acompanhamento especializado especialmente importante.

“O diagnóstico precoce permite acompanhar a evolução da alteração e, quando necessário, iniciar a abordagem adequada no momento certo. Quanto antes entendemos o que está acontecendo, maiores são as possibilidades de oferecer um cuidado individualizado durante o crescimento”, destaca Dra. Gisela.

Cada criança precisa de um tratamento individualizado

Quando existe uma alteração postural ou uma escoliose, o tratamento não deve seguir uma “receita pronta”. A avaliação precisa considerar as características da curva, a fase de crescimento, as necessidades e os objetivos de cada criança.

A fisioterapia especializada pode utilizar exercícios específicos e estratégias terapêuticas individualizadas, definidas de acordo com a avaliação e a evolução do paciente.

“Duas crianças podem apresentar alterações aparentemente semelhantes, mas necessitar de abordagens completamente diferentes. Por isso, olhar para cada criança de forma individual é fundamental para definir o melhor caminho de tratamento e acompanhamento”, ressalta a fisioterapeuta.

Além do tratamento, a orientação aos pais também faz parte desse cuidado. Observar mudanças persistentes na postura, acompanhar o desenvolvimento da criança e procurar avaliação diante de assimetrias são atitudes que podem contribuir para uma identificação mais precoce.

Cuidar da postura infantil, entretanto, não significa exigir que a criança permaneça em uma postura rígida ou corrigi-la constantemente. O objetivo é compreender seu desenvolvimento, identificar possíveis alterações e buscar orientação profissional quando necessário.

“Não é preciso esperar a criança sentir dor para buscar uma avaliação. O cuidado precoce permite acompanhar de perto as mudanças que acontecem durante o crescimento e, quando necessário, iniciar um tratamento de forma individualizada e no momento adequado”, afirma Dra. Gisela Alves Ferreira.

Neste Dia das Crianças, o convite aos pais é para olhar além da postura momentânea: observar o corpo, o desenvolvimento e possíveis assimetrias persistentes. Informação e atenção também fazem parte do cuidado com a saúde da coluna desde a infância.

Dra. Gisela Alves Ferreira
Fisioterapeuta Especializada em Coluna, Postura e Escoliose
Araraquara-SP

Fonte: araraquaraagora.com

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