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Gaeco cumpre mandados em Araraquara por adulteração de combustíveis; R$ 4,8 bilhões
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, a Receita Federal e a Polícia Rodoviária Federal deflagraram, na manhã desta segunda-feira (15/03), a segunda fase da Operação Arinna, focando especificamente na adulteração de combustível. O esquema teria possibilitado à organização criminosa investigada sonegar tributos federais estimados em em R$ 270 milhões.
Esta segunda etapa da operação decorre da análise dos dados fiscais e bancários que tiveram o sigilo levantado por decisão judicial. O Exame das informações permitiu identificar o caminho percorrido pelo dinheiro, desde os financiadores do esquema investigado até os principais beneficiários desses recursos.
Apurou-se que as empresas Sun Energy Indústria e Comércio, Importador e Exportador de Lubrificantes e Aditivos Eireli e Confidence Trading Comércio, Importação e Exportação de Produtos Químicos Eireli, alvos da primeira fase da operação, comercializaram, aproximadamente, R$ 82 milhões de Nafta.
As duas companhias obtinham autorização da Agência Nacional do Petróleo para aquisição de Nafta sob a justificativa de que o produto seria utilizado como insumo pela indústria petroquímica.
Mediante cruzamentos realizados, foi possível visualizar que as aquisições de Nafta estavam sendo financiadas por pessoas e empresas vinculadas ao setor de combustível.
Essa substância desperta muito interesse de organizações criminosas em razão da sua composição química ser muito semelhante à da gasolina e por ter um custo menor.
O principal financiador do "esquema", que também figura como um dos grandes devedores da Fazenda Nacional e do Estado de São Paulo, para permanecer oculto nas operações de importação e comercialização dos produtos citados, utilizou contas de terceiros, as quais acolheram créditos superiores a R$ 490 milhões no transcorrer de três anos.
Estima-se que todos os investigados na segunda fase tenham movimentado R$ 4,8 bilhões.
Nesta segunda, estão sendo cumpridos 11 mandados de busca e apreensão. Participam da operação sete promotores de Justiça, 15 auditores fiscais, seis analistas tributários e mais de 90 policiais rodoviários federais nas cidades de Valinhos, Paulínia, Araraquara, Ibaté, Ribeirão Bonito, Cocalinho (MT) e Cuiabá (MT).
O nome da operação é uma referência à deusa do sol da extinta civilização hitita.
*Matéria atualizada às 11h27 para alteração na manchete. Na verdade, não foram realizados mandados de prisão, mas sim de busca e apreensão*
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