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Morte suspeita

Juiz da região é encontrado morto dentro de carro em chamas

Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, atuava na Comarca de Mococa; carro foi achado em área rural de São João da Boa Vista

Willian Oliveira|· 3 min de leitura
Policiais ao lado de um SUV coberto de terra, à noite, em estrada de terra
Policiais no local onde o carro do juiz Gustavo de Castro Campos foi encontrado, coberto de terra, na zona rural de São João da Boa Vista Foto: Carioca Notícias Policiais

O juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, foi encontrado morto dentro de um carro em chamas na noite desta quarta-feira (7), na zona rural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. Ele era magistrado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e atuava na Comarca de Mococa.

A Polícia Civil investiga o caso, registrado como morte suspeita. A apuração está com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São João da Boa Vista. Até a manhã desta quinta-feira (8), ninguém havia sido preso.

O veículo, um SUV da marca Volvo registrado em nome do juiz, estava na Estrada de Terra Euclides Dotta, em uma área de fazenda. O corpo foi localizado no banco do motorista.

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Testemunha tentou conter o fogo com escavadeira

De acordo com a Polícia Militar, uma testemunha passava pela estrada por volta das 20h15 quando viu o carro pegando fogo e acionou a corporação.

Antes da chegada das equipes, o homem usou uma máquina escavadeira para jogar terra sobre o veículo e tentar conter as chamas. Segundo a CNN Brasil, por causa da fumaça, ele não percebeu que havia uma pessoa dentro do carro.

O Corpo de Bombeiros controlou o incêndio. A área foi isolada para o trabalho da perícia, com equipes das polícias Civil e Científica.

A identificação preliminar foi feita a partir de documentos encontrados no carro. Segundo a Polícia Militar, havia no veículo uma carteira de habilitação em nome do magistrado. A CNN Brasil informou que uma tatuagem também ajudou no reconhecimento.

O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de São João da Boa Vista para exame necroscópico. É esse trabalho que deve ajudar a esclarecer a causa e as circunstâncias da morte.

Investigação sobre a morte do juiz está no início

O delegado Jorge Mazzi, responsável pelo caso, afirmou ao g1 que a investigação está em fase inicial e que todas as hipóteses são consideradas. Por isso, segundo ele, ainda não é possível apontar conclusões sobre o que aconteceu.

De acordo com a CNN Brasil, foram pedidos exames periciais, a análise de imagens e o depoimento de testemunhas.

O registro como morte suspeita é feito quando as circunstâncias de um óbito ainda não estão claras. A classificação pode mudar conforme o avanço do inquérito e o resultado dos laudos.

Quem era o magistrado

Formado em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas, Gustavo de Castro Campos trabalhou como advogado por cerca de dez anos antes de entrar na magistratura, segundo o portal jurídico Migalhas.

Em 2014, foi delegado da Polícia Civil do Espírito Santo e, no mesmo ano, assumiu como juiz substituto na Justiça capixaba. No TJ-SP, onde estava havia 12 anos, passou pelas comarcas de Tambaú, Leme e Mococa, onde atuava atualmente.

Mococa e São João da Boa Vista ficam na mesma região, no nordeste paulista, perto da divisa com Minas Gerais. As reportagens publicadas até a manhã desta quinta-feira não traziam informações sobre velório e sepultamento.

Quem tiver informações que possam ajudar a polícia pode fazer uma denúncia anônima pelo Disque Denúncia, no telefone 181.

Fonte: g1, CNN Brasil e Migalhas

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