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GCM flagra carro clonado no Adalberto Roxo em Araraquara

Placas clonadas de carro de Maricá (RJ) escondiam veículo apropriado indevidamente em São Paulo desde 2023.

Willian Oliveira|· 3 min de leitura
GCM flagra carro clonado no Adalberto Roxo em Araraquara
Carro com placas clonadas é apreendido pela GCM no Jardim Adalberto Roxo, em Araraquara. Divulgação GCM Araraquara
RESUMOver em 29 segundos
  • GCM flagrou carro com placas clonadas durante patrulhamento no Jardim Adalberto Roxo, em Araraquara

  • Placas pertenciam a veículo registrado em Maricá (RJ); carro era produto de apropriação indébita ocorrida em São Paulo em julho de 2023

  • Veículo e condutor foram levados ao Plantão Policial; carro foi apreendido e motorista ficou à disposição da Justiça

  • Caso pode configurar crime de adulteração de sinal identificador, previsto no artigo 311 do Código Penal, com pena de três a seis anos de reclusão

  • Investigação passa agora para a Polícia Civil, que vai apurar origem da apropriação e envolvimento do condutor

Uma equipe da Guarda Civil Municipal de Araraquara flagrou um carro com sinais de adulteração durante patrulhamento pelo Jardim Adalberto Roxo. O veículo chamou atenção dos agentes por apresentar irregularidades na placa, o que levou à abordagem imediata.

A verificação começou pela identificação veicular. Os guardas consultaram o sistema e descobriram que as placas usadas no automóvel pertenciam, na verdade, a outro carro, que circula de forma regular no município de Maricá, no Rio de Janeiro.

A confirmação veio em seguida. Depois de cruzar os dados, a equipe constatou que o carro era produto de apropriação indébita registrada em São Paulo, em julho de 2023.

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Como funciona o golpe do carro dublê em Araraquara

O veículo recolhido pela Guarda Municipal se enquadra no que a polícia chama de carro dublê: automóvel que circula com placas clonadas de outro veículo legalmente registrado, numa tentativa de escapar de bloqueios e consultas de restrição. A técnica costuma dificultar o rastreamento imediato do bem roubado ou apropriado, já que o sistema aponta, à primeira vista, outro proprietário e outra cidade de origem.

Casos semelhantes já foram registrados recentemente na cidade. Em ocorrência recente na Vila Melhado, o Grupo de Apoio Tático da GCM apreendeu uma motocicleta cuja placa também estava vinculada a outro veículo, com numerações de chassi e motor suprimidas, impossibilitando a identificação imediata da moto.

Condutor fica à disposição da Justiça

Após a constatação da irregularidade, o carro e o motorista foram levados ao Plantão Policial de Araraquara. No local, a ocorrência passou pela análise da autoridade policial responsável pelo caso.

A decisão final determinou a apreensão do automóvel. O condutor, por sua vez, permaneceu à disposição da Justiça para os próximos trâmites do processo.

Investigação aponta crime previsto no Código Penal

O caso agora segue para apuração mais detalhada, incluindo a possível configuração do crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor, conduta prevista no artigo 311 do Código Penal. A legislação prevê que quem adultera ou remarca número de chassi ou qualquer sinal identificador de veículo automotor, de seu componente ou equipamento, responde a pena de reclusão de três a seis anos, além de multa.

A norma também prevê agravantes para quem comete o delito no exercício de função pública, com aumento de um terço na pena nesses casos, embora essa hipótese não se aplique à ocorrência registrada no Jardim Adalberto Roxo.

Guarda Municipal reforça patrulhamento contra veículos irregulares

A ação integra o trabalho de rotina da Guarda Civil Municipal, que tem intensificado abordagens em diferentes bairros da cidade para identificar veículos com restrição de furto, roubo ou apropriação indébita. Iniciativas do tipo têm resultado, nas últimas semanas, em outras apreensões na cidade, incluindo um carro recuperado na região central após confirmação pelo sistema Muralha Paulista, do Governo do Estado.

O caso do Jardim Adalberto Roxo segue agora sob responsabilidade da Polícia Civil, que deve aprofundar a apuração sobre a origem da apropriação registrada em São Paulo e o envolvimento do condutor abordado em Araraquara.

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