Obras no Cupim
Obra de R$ 2,1 milhões combate erosão no Maria Luiza IV
Obra de R$ 2,1 milhões no Jardim Maria Luiza IV deve durar até quatro meses e envolve cinco etapas de recuperação do terreno.

Os moradores do Jardim Maria Luiza IV devem em breve tirar um peso das costas. A enorme erosão que se aproximava de casas esta com os dias contados.
A Prefeitura de Araraquara está fazendo uma obra de contenção que deve resolver esse problema de uma vez por todas.
O trabalho se concentra na bacia de detenção de águas situada na cabeceira do Córrego do Cupim. A intervenção tem um propósito claro: barrar o avanço da erosão que já compromete o solo da região e coloca em risco ruas e casas próximas ao local.
O valor total investido na obra chega a R$ 2,125 milhões. Desse montante, a maior parte vem da Secretaria da Defesa Civil do Estado de São Paulo, enquanto a Prefeitura de Araraquara entra com contrapartida de R$ 325 mil.
O prefeito Lapena esteve visitando o local acompanhado do secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Valter Rozatto (Laxixa), o secretário de Meio Ambiente, Alexandre dos Santos, o subsecretário de Defesa Civil, Carlos André Perez Mazzei, além de equipes técnicas das secretarias envolvidas.
Origem do problema remonta a 2022
O processo de erosão no bairro não é recente. O quadro começou a se formar em 2022, logo após um período intenso de chuvas, e desde então foi se espalhando progressivamente em direção às vias públicas e às residências do entorno.
Com o passar do tempo, a degradação do solo se intensificou a ponto de o fenômeno ganhar características de voçoroca, nome técnico para o tipo de erosão que escava grandes sulcos e valas profundas no terreno, tornando a situação ainda mais preocupante para quem mora nas proximidades.
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Obra de drenagem terá cinco etapas
O secretário de Obras e Serviços Públicos, Valter Rozatto, detalhou como será conduzida a recuperação da área. Os trabalhos envolvem a reconstrução e o reparo da bacia de detenção, somados a ajustes no sistema responsável por escoar a água da chuva.
Conforme explicou o secretário, a execução vai seguir cinco fases distintas: construção de uma nova escada hidráulica, reconformação da bacia de detenção, construção de um novo extravasor, recuperação da tubulação de lançamento e extensão da rede. O prazo inicial previsto é de quatro meses, podendo cair para três caso o clima colabore.
O projeto não foi elaborado isoladamente pela pasta de Obras. Houve validação da Secretaria de Meio Ambiente, que levou em conta a necessidade de preservar a vegetação já existente no entorno e de manter o fluxo natural das águas na região durante a execução dos serviços.
Urgência motivada pelo risco a moradores
Durante a visita técnica, o prefeito Dr. Lapena reforçou o caráter prioritário da obra diante do perigo que a erosão representa para quem vive no Jardim Maria Luiza IV. Ele afirmou que a intervenção era urgente, pois o avanço do fenômeno ameaçava tanto a vida das pessoas quanto a integridade das construções próximas.
O prefeito acrescentou que os serviços seguem as exigências da legislação ambiental e respeitam o cronograma estabelecido para solucionar o problema de forma definitiva.
A expectativa da administração municipal é que, ao fim das cinco etapas, a estrutura da bacia de detenção esteja recuperada e o sistema de drenagem funcione de maneira a reduzir os efeitos das chuvas sobre o solo já fragilizado, diminuindo assim o risco para ruas e imóveis que ficam no caminho do Córrego do Cupim.
Fonte: SECOM Araraquara 2025
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