Roubo em casa
Vendedor é esfaqueado no pescoço durante roubo a residência
Ladrões levaram moto, celular e 150 camisetas, num prejuízo de R$ 30 mil; dois suspeitos foram presos e um terceiro fugiu

RESUMOver em 33 segundos
Um vendedor de roupas de 37 anos foi ferido a faca na mão e no pescoço durante um roubo dentro da própria casa, no Jardim Vitória, em Itápolis.
Os criminosos levaram celular, relógio, cerca de 150 camisetas, um tapete, dinheiro e a moto da vítima, com prejuízo estimado em R$ 30 mil.
Uma mulher de 26 anos e um homem de 27 anos foram presos em flagrante na madrugada de quinta-feira (15), horário de Brasília.
Um terceiro suspeito, apontado pela vítima como autor dos golpes de faca, segue foragido.
A PM registrou a ocorrência como roubo em residência e tentativa de latrocínio, enquanto a delegacia a registrou como roubo.
Um vendedor de roupas de 37 anos foi ferido a faca na mão e no pescoço durante um roubo dentro da própria casa, no Jardim Vitória, em Itápolis. Segundo a Polícia Militar, os criminosos levaram celular, relógio, cerca de 150 camisetas, um tapete, dinheiro e a moto da vítima, num prejuízo estimado em R$ 30 mil.

Uma mulher de 26 anos e um homem de 27 foram presos em flagrante na madrugada de quinta-feira (15). Um terceiro suspeito, que segundo o relato foi quem deu os golpes de faca, não foi localizado.
A PM registrou a ocorrência como roubo em residência e tentativa de latrocínio. Na delegacia, o boletim foi feito como roubo, e os dois presos ficaram à disposição da Justiça para a audiência de custódia.
Como foi o roubo em Itápolis
O vendedor trabalha por conta própria e atende os clientes em casa. De acordo com o relato dele à PM, naquele dia ele havia pago vinho a três conhecidos, entre eles os dois presos. Por volta das 19h30, o grupo foi até a casa dele, com a autorização da vítima, para ver as roupas, e saiu cerca de dez minutos depois.
Mais tarde, o vendedor saiu para buscar uma pessoa no terminal rodoviário. Na volta, viu a mulher na rua, tentando impedir que ele e a acompanhante, de 39 anos, chegassem em casa. Ele não deu importância e seguiu.
Dentro da casa, encontrou o mesmo grupo que tinha estado lá pouco antes. Um dos homens cobria a cabeça. O outro, que a vítima não conhecia, pegou uma faca de pesca do próprio vendedor e passou a exigir celular, relógio e dinheiro. Ele golpeou a vítima e atingiu a mão esquerda e o pescoço.
O que foi levado
um celular, avaliado em R$ 900;
um relógio de pulso dourado, avaliado em R$ 780;
cerca de 150 camisetas, avaliadas em R$ 15 mil;
um tapete, avaliado em R$ 300;
uma moto Honda CG 150 Titan, avaliada em R$ 13 mil;
uma quantia em dinheiro que a vítima não soube informar.
O vendedor foi atendido na Santa Casa de Itápolis, onde levou pontos na mão esquerda e no pescoço. A acompanhante confirmou à polícia a versão dele.
Presos na rua, sem os objetos
Depois do relato, equipes da PM fizeram buscas e encontraram a mulher e o homem em uma rua do bairro Redenção. Segundo os policiais, ao ser abordado, o homem disse: “Tá me abordando porque.... não me pegou em flagrante”.
Nada de ilegal foi encontrado com os dois, que não quiseram falar sobre o caso. De acordo com a PM, eles foram reconhecidos pelas vítimas sem dúvida e presos em flagrante. Os objetos levados não foram recuperados. Com os suspeitos, os policiais apreenderam dois celulares e R$ 21 em moedas.
Os dois passaram por exame de corpo de delito na Santa Casa, que não apontou lesões, e foram levados ao plantão policial de Ibitinga, onde a delegada de plantão confirmou a prisão. A vítima entregou à polícia fotos do suspeito que continua foragido, tiradas no momento em que o grupo viu as mercadorias. A perícia foi chamada para examinar a casa.
O que diz a lei
O roubo está no artigo 157 do Código Penal, com pena de reclusão de 4 a 10 anos e multa. A pena aumenta de um terço até a metade quando há uso de arma branca, como uma faca, ou quando o crime é cometido por duas ou mais pessoas.
Se a violência causa lesão grave, a pena passa a ser de 7 a 18 anos. Quando resulta em morte, o crime é o latrocínio, com pena de 20 a 30 anos.
Na audiência de custódia, um juiz avalia se a prisão em flagrante foi legal e decide se os presos continuam detidos ou respondem em liberdade.
Fonte: araraquaraagora.com
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