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Raio-x da cidade

Só 5% acham que o Plano Diretor dá conta de Araraquara, diz consulta

Documento mostra calor como maior problema, ruas e calçadas no topo das queixas e disputa sobre onde a cidade deve crescer

Redação|· 3 min de leitura
Só 5% acham que o Plano Diretor dá conta de Araraquara, diz consulta
Vista aérea do Centro de Araraquara; consulta do Plano Diretor mostra o que os moradores esperam da revisão Foto: Divulgação/Prefeitura de Araraquara
RESUMOver em 27 segundos
  • Só 7 dos 137 participantes da consulta do Plano Diretor de Araraquara, 5%, acham que o plano de 2014 responde aos desafios da cidade; 20% não o conhecem.

  • O calor excessivo afeta 65% dos participantes, seguido de ventania e chuva intensa (48%), enxurradas (39%) e alagamentos (36%).

  • Ruas, calçadas e iluminação foram o tema mais marcado, por 54%; a mobilidade foi o único tema com mais críticas do que sugestões.

  • O principal debate é para onde a cidade deve crescer: expansão para a região noroeste ou prioridade aos vazios urbanos.

Apenas 7 dos 137 participantes, ou 5%, acham que o Plano Diretor em vigor em Araraquara, de 2014, responde aos desafios da cidade. O dado está no documento técnico da primeira consulta pública da revisão do plano, divulgado nesta sexta-feira (23) pela Prefeitura.

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Eixo - Lettera

O relatório, assinado pela Vena Consultoria e datado de 13 de outubro, detalha o que os moradores disseram. O calor excessivo afeta 65% dos participantes, e ruas, calçadas e iluminação foram o tema mais marcado, por 54%.

O documento também mostra uma divisão sobre o crescimento da cidade: parte dos moradores defende a expansão para a região noroeste, e parte quer que a prioridade seja ocupar os vazios urbanos. O documento completo está disponível para consulta.

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O que o Plano Diretor de 2014 representa para os moradores

Além dos 5% que aprovam o plano atual, 46% dizem que ele responde só em parte, 24% dizem que não responde e 20% não conhecem o Plano Diretor. Para a equipe técnica, isso mostra a necessidade de explicar cada etapa da revisão em linguagem acessível.

Na nota de 0 a 10 para a qualidade de vida no bairro, a média foi 6,5. As notas 7 e 8 foram as mais dadas, e 15 participantes deram nota de 0 a 4.

Calor, ventania e alagamento

Só 9% dos participantes dizem não ser afetados por eventos climáticos extremos. Os problemas mais citados foram:

  • Calor excessivo: 65%;
  • Ventania e chuvas intensas: 48%;
  • Fortes enxurradas: 39%;
  • Alagamento ou inundação: 36%;
  • Erosão: 26%;
  • Falta de água: 19%, citada também nos comentários como problema de bairros específicos.

Ruas e calçadas lideram as preocupações

Quando perguntados sobre o que está dando certo e o que precisa melhorar na cidade, os participantes marcaram com mais frequência:

  • Ruas, calçadas e iluminação pública: 54%;
  • Meio ambiente: 45%;
  • Saneamento, drenagem e resíduos: 42%;
  • Trânsito e arborização: 37% cada;
  • Acesso a serviços públicos: 32%;
  • Transporte público: 28%.

A mobilidade foi o único tema com mais críticas do que sugestões nos comentários: foram 16 críticas e 12 propostas, sobre transporte coletivo, ciclovias, calçadas acessíveis, semáforos e acesso a bairros isolados.

Para onde a cidade deve crescer

O eixo de uso e ocupação do solo reuniu 74 contribuições e concentra o principal debate. Há posições opostas sobre condomínios e loteamentos, críticas aos índices das zonas de proteção (ZOPRE) e até regras de aprovação de projetos sugeridas por uma incorporadora.

No meio ambiente, as propostas incluem drenagem com soluções baseadas na natureza, política de arborização, parques lineares e proteção dos mananciais e do Aquífero Guarani. O documento registra ainda cinco denúncias, sobre loteamentos em áreas de preservação, lixão e córregos.

Na infraestrutura, os moradores pedem escola, creche e posto de saúde em bairros novos, além de praças, pavimentação e um mapa das estradas rurais. A habitação quase não apareceu, com seis contribuições, que falam de aluguéis altos e de moradores que deixam a região por causa de empreendimentos comerciais.

Quem participou da consulta

As 137 respostas representam cerca de 0,06% da população. Metade dos participantes tem 45 anos ou mais, e 30% atuam em engenharia, arquitetura, agrimensura ou meio ambiente. O Centro teve 20 respostas, seguido do Parque Planalto (8), da Cidade Jardim (5) e do Jardim Brasil (5).

Outras 85 contribuições, 25% do total, trataram de zeladoria, segurança e serviços e ficaram fora da análise por não serem assunto do Plano Diretor. A revisão ainda terá três consultas on-line e uma audiência pública. O Araraquara Agora mostrou o resumo da consulta divulgado pela Prefeitura e quando foi aberta a participação.

Fonte: Prefeitura de Araraquara

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