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Entenda

Dia Mundial de Combate ao Estresse: sintoma pode influenciar na fertilidade

Especialista orienta como contornar esse problema e a importância em cuidar de aspectos emocionais enquanto se tenta engravidar

-|· 2 min de leitura
Dia Mundial de Combate ao Estresse: sintoma pode influenciar na fertilidade
Imagem/ Pixabay



Condições de infertilidade, sejam elas passageiras ou permanentes, são fatores que acarretam um processo doloroso e frustrante para quem deseja gerar um bebê. Pensando nisso, o Dia Mundial de Combate ao Estresse, hoje (23), busca orientar sobre a importância em cuidar de aspectos emocionais, especialmente nos períodos da vida em que possa haver mais perturbações que afetem o correto funcionamento do organismo.



Segundo a ginecologista e obstetra Tatiana Provasi Marchesi, o cortisol, conhecido como hormônio do estresse, geralmente é encontrando em níveis mais altos em casais com problemas para engravidar. “Isto explica por que algumas pessoas com investigação de infertilidade completa, e normal, ainda assim não conseguem gerar filhos.”



A especialista explica que, nos homens, o estresse provocado por situações do cotidiano ou, inclusive, por conta do próprio tratamento para ter filhos, pode gerar uma redução da quantidade de esperma e volume do sêmen.

 

Já as mulheres inférteis são mais vulneráveis ao estresse e, quanto mais estressadas ela se encontrarem, menores são as chances de ovulação, condição que dificulta ainda mais o tratamento de fertilidade.
 

“Lembrando ainda que um excesso de ansiedade, como o provocado por frustradas tentativas de engravidar, também pode resultar em falta de libido, diminuição da frequência de relações e até mesmo disfunção erétil”, comenta Dra. Tatiana
“Lembrando ainda que um excesso de ansiedade, como o provocado por frustradas tentativas de engravidar, também pode resultar em falta de libido, diminuição da frequência de relações e até mesmo disfunção erétil”, comenta Dra. Tatiana

 

Como contornar o problema
 

Cuidar de aspectos emocionais, portanto, é tão importante quanto o acompanhamento ginecológico na vida dos casais que tentam engravidar, pois o estresse, a longo prazo, gera inúmeras consequências metabólicas e hormonais no corpo humano, alterando e prejudicando os óvulos e espermatozoides.

 

“O gerenciamento das emoções e o uso de ferramentas de autoconhecimento fazem toda a diferença. Psicoterapia, meditação, acupuntura e a prática regular de exercícios físicos, além de uma alimentação saudável e boas noites de sono são alguns hábitos que promovem um bem-estar físico e emocional. Lembrando que pessoas com estilos de vida pouco saudáveis são mais suscetíveis ao estresse e suas consequências”, diz Dra. Tatiana.


Dessa forma, o acompanhamento psicológico é tão fundamental quanto os tratamentos junto a ginecologistas ou endocrinologistas, já que possíveis abalos mentais podem ser a raiz do problema, além de serem tão prejudiciais quanto desordens hormonais.

 

 

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