Racismo
Thainara Faria chora ao denunciar racismo na Alesp
Deputada contou que foi impedida de entrar no plenário na posse e de assinar o livro de presença por ser "apenas para deputados"

Em sua fala, Thainara se manifestou sobre uma situação que ocorreu hoje na Alesp, mas também falou sobre outras que têm acontecido, como no dia da posse da jovem deputada.
"Desde que eu fui eleita deputada estadual por São Paulo eu venho sofrendo racismo nessa casa. Na posse, uma policial e uma servidora pediram para que eu liberasse o caminho para que os deputados pudessem passar. Me confundiram várias vezes com outras pessoas. Só na posse foram mais de dez vezes que eu passei por situações de racismo", enfatizou ela.
Na sequência, Thainara esclareceu que hoje estava de trança na Alesp e havia esquecido o seu botton, um item de identificação para deputados e deputadas, em casa. Ela teria pedido outro, negado de início, mas depois entregue.
A deputada araraquarense esteve durante cerca de três horas em uma solenidade e quando foi assinar o livro, passou por uma situação racista na Assembleia. "A servidora falou: "não, esses livros são só para os deputados". Eu mostrei o botton, assinei o livro e fui dar entrevista para a TV Alesp", detalhou.
Na sequência, Thainara ouviu a servidora reclamando para uma outra servidora, como ela mesmo contou. "É difícil", teria dito a funcionará. "Dei a entrevista, voltei e falei para ela: "é difícil todos os dias nessa casa ser confundida. [...] Não estão acostumados com uma mulher preta, jovem de 28 anos, circulando por essa casa. Eu sabia que por estar de trança eu seria confundida e queria evitar esse tipo de situação", explicou a araraquarense.
Na sequência, após narras os acontecimentos, Thainara completou, emocionada. "Eu não queria estar chorando aqui agora. A questão é que dói muito toda hora sofrer racismo. Quando não dói, ele mata a gente".
Em uma outra postagem anterior, com um vídeo gravado no gabinete, Thainara escreveu: "Faço questão de postar o vídeo chorando. Primeiro para mostrar que o racismo dói, o racismo mata. E segundo para mostrar que a gente não é forte o tempo inteiro".
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