26/10/2020 às 14h34min - Atualizada em 26/10/2020 às 14h34min

Filme que fala da força da mulher estreia dia de 30 de outubro

Descobrir. Reconhecer. Desconstruir. Reconstruir o ser mulher. Esta é a temática do filme #ellaumamulhersingular, da bailarina e performer Geórgia Palomino, que estreia no canal do youtube Ella Comportada, em 30 de outubro, às 21h.

Projeto realizado por meio do Programa de Ação Cultural (PROAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, o #ellaumamulhersingular é um filme inédito de Dança a partir do manifesto feminista, em forma de lambe-lambe, intitulado #umamulhersingular #oquefazumamulher, da vencedora do prêmio Jabuti 2016, Natalia Borges Polesso, e dialoga com as investigações realizadas pelas bailarinas e coreógrafas Geórgia Palomino e Mônica Lira.

O filme apresenta a emergência de discutir o gênero feminino e as relações de poder da sociedade patriarcal. É uma ferramenta que chama para ação, desconstruindo atuais padrões e construindo novos olhares pela ótica feminista. Por meio da dança e sua sutileza poética, trata de assuntos delicados, porém profundos, principalmente sobre a violência de gênero, sua pluralidade e a revisão de velhos conceitos.

Durante este novo processo de diálogo entre dança e literatura, com #ellaumamulhersingular a bailarina Geórgia ressignificou mais uma vez o seu ser mulher. “Esse projeto traz a voz, a força, a luta e a resistência das mulheres contra opressões e imposições desta sociedade patriarcal, machista e misógina. Traz na força dessas múltiplas mulheres que fomos, que somos e seremos. As infinitas possibilidades de sermos e estarmos! Como diz o texto de Natália: Uma mulher é uma mulher que se torna uma mulher que se entorna uma mulher todos os dias!”

O filme apresenta a força das várias mulheres e das possibilidades de ser. “Nós somos mulheres muito complexas e plurais, no entanto, cada uma com suas singularidades. O filme é um grito de todas as mulheres! Que assim possamos refletir o que nos oprime, o que nos cala, o que nos molda, o que nos ‘encaixota’ e romper, e porque não corromper, tais estruturas massificantes que a sociedade heteronormativa exige de nós mulheres”, enfatiza Geórgia.

A bailarina explica que todo o espetáculo estava sendo produzido para apresentações no palco e ao vivo, no entanto, foi adequado para o audiovisual devido às restrições impostas pelos Protocolos de Segurança para a pandemia de Covid-19.

Uma das principais características na criação do projeto, que sempre esteve presente no desde seu início dos trabalhos, foram as parcerias com vários artistas locais de diversas linguagens, incluindo a Dança, intervenção urbana, teatro e audiovisual, como também a equipe que é formada, em sua maioria, por mulheres interligando as regiões Sul, Sudeste e Nordeste do País.

Como continuidade do #ellaumamulhersingular, além do filme, faz parte da agenda o webinar Ellas Dialogam que acontecerá em novembro e uma oficina marcando o Dia Internacional para eliminação da violência contra as mulheres, em parcerias com os Centro de Referência e Assistência Social; Centro de Referência das Mulheres e Centro de Referência LGBTQIA+, da Prefeitura Municipal de Araraquara.


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