O Outro Lado Dá História
'Eu só quero que a verdade venha à tona', diz empresária acusada de agressão por cliente em restaurante de Araraquara
A dona do restaurante Boteco do Zenatti Joze Elaine Schmidt se defende das acusações feitas pela mulher que teria se recusado a pagar o couvert artístico; garçons confirmam o atrito e dizem que houve várias tentativas de negociação

A vítima relata que escolheu uma mesa longe da música ao vivo por não gostar do estilo musical e segundo ela, ao receber a conta percebeu a cobrança de R$ 10 pelo couvert que não havia sido sinalizada, e tentou negociar com os garçons.
“Eu não consumi a apresentação e não iria pagar. Foi quando a dona começou a gritar, recolheu nossos drinks e me agrediu. Ela me puxou pelos cabelos, rasgou meu vestido e arranhou meu rosto”, afirmou a cliente. Silvana também acusa Joze de ofensas verbais, como chamá-la de “pobre”.

Joze Elaine Schmidt negou as acusações e apresentou uma versão oposta e de acordo com a empresária, Silvana já havia informado à garçonete que não pagaria o couvert, que foi retirado da conta antes da confusão e afirma que foi agredida pela consultora enquanto tentava encerrar o expediente.
“Ela se recusou a pagar o que consumiu e, ao ser abordada, me puxou pelos cabelos e me jogou no chão. Eu só me defendi. Jamais agredi ou ofendi ninguém. Meu restaurante é um ambiente familiar”, declarou a proprietária, que diz sofrer de limitações físicas devido a um tratamento contra o câncer.
A dona do estabelecimento ainda disse que as câmeras de segurança estavam desativadas devido a problemas técnicos, causados pelas chuvas dos últimos dias (Clique Aqui e Assista A Entrevista Completa Dela).

Os garçons Edson Tiburcio de Oliveira de 48 anos e Rafael Fernandes Alves Costa de 34, que estavam no local, confirmam que Silvana questionou a cobrança do couvert e que Joze tentou resolver a situação da melhor maneira. Rafael afirmou: “A dona só pediu para elas pagarem o que consumiram e encerrarem a conta. A confusão começou depois disso.”
Edson acrescentou que, até o momento de sua saída, não havia sinais de agressão, mas confirmou que a consultora parecia insatisfeita com o atendimento próximo ao horário de fechamento.
Enquanto Silvana exige justiça e a análise das imagens de das câmeras de monitoramento segurança, Joze defende sua integridade. “Quem me conhece sabe que eu jamais trataria mal um cliente. Só quero que a verdade venha à tona”, concluiu a empresária.
O caso segue em investigação pela CPJ (Central de Polícia Judiciária) e ambas passaram por exames de corpo de delito, porém agora aguardam o desfecho.
VEJA O QUE DIZ A LEI
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a cobrança do couvert artístico, sem prévia sinalização ou consentimento do cliente, pode ser caracterizada como prática abusiva. O pagamento, nesses casos, é opcional.
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) recomenda que os estabelecimentos informem de maneira clara e acessível sobre a cobrança da taxa, garantindo que os avisos estejam em locais visíveis. Além disso, é essencial comunicar o valor do couvert antes de sua cobrança e assegurar que o montante seja repassado integralmente ao artista ou grupo responsável pela apresentação.
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