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Transporte e merenda

Mudanças no transporte e merenda escolar serão discutidos em audiência pública na Câmara de Araraquara

Audiência foi convocada pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia e discutirá impactos das recentes mudanças promovidas pela Prefeitura na educação municipal

Cassiane Chagas|· atualizado em 05/02/2025 às 06:00· 4 min de leitura
Mudanças no transporte e merenda escolar serão discutidos em audiência pública na Câmara de Araraquara
Audiência acontece na Câmara de Araraquara Foto: Marcos Fernando Berger Carvalho.
RESUMOver em 29 segundos
  • A Câmara de Vereadores de Araraquara realizará uma audiência pública no dia 5, às 18h30, para discutir mudanças nas políticas de transporte escolar e merenda nas escolas, convocada pela Comissão de Educação;
  • O novo decreto municipal limita o transporte escolar a alunos que residem a mais de 2 km da escola, gerando insatisfação entre as famílias;
  • Além disso, outro decreto proíbe o consumo da merenda escolar por servidores, o que é visto como prejudicial para o ambiente educativo;
  • A comissão enfatiza a importância da participação da comunidade para discutir essas questões e seus impactos.

 

 

 

A Câmara de Vereadores de Araraquara realiza, na próxima quarta-feira (5), às 18h30, uma audiência pública para debater as recentes medidas implementadas pela Prefeitura no transporte escolar e na merenda oferecida nas instituições de ensino. A sessão ocorrerá no Plenário do Legislativo e foi convocada pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia.

 

A comissão é composta pelo vereador Guilherme Bianco (PCdoB), que atua como presidente, juntamente com a vereadora Maria Paula (PT) e o vereador Cristiano da Silva (PL) como membros.

 

Em comunicado oficial, os parlamentares destacaram a relevância do tema: "O transporte escolar é um tema fundamental para o funcionamento da educação municipal, afetando milhares de alunos e famílias".

 

 

 

Alterações no Transporte Escolar

 

 

Um decreto municipal, publicado em 22 de janeiro, estabelece que apenas estudantes que residem a uma distância mínima de 2 km da unidade de ensino em que estão matriculados têm direito ao transporte escolar fornecido pelo município.

 

Essa mudança gerou preocupações entre pais e responsáveis, que têm manifestado insatisfação com a nova regra de quilometragem mínima. A Comissão de Educação tem recebido diversas queixas relacionadas a essa alteração, indicando um impacto significativo na rotina de muitas famílias.

 

Na última Sessão da Câmara, o vereador Aluísio Boi (MDB) utilizou a tribuna para classificar as mudanças na educação como "desastrosas" e questionou a gestão municipal. “Alguém tem que ensinar o prefeito o que é gasto e o que é investimento”, afirmou, criticando a falta de diálogo com a sociedade.

 

“Nossa cidade tem um sol ardente, dói no lombo. As crianças tinham uma conquista de 1,5 km para ir à escola. Isso é normal para essa casa? Isso é investimento nas crianças!"

 

 

Filipa Brunelli (PT) reforçou: “Eu vim da periferia. Minha mãe acompanhava, saíamos do Jardim Vitório de Santi até a escola Angelina Lia Rolfsen, no Cecap, todos os dias. Minha mãe comigo no carrinho e meu irmão no colo atravessando todo aquele bairro para poder estudar.”

 

 

“Não é porque eu e minha mãe passamos por isso que eu quero que as próximas gerações passem. É inadmissível isso. Não é porque a gente passou por desgraças que a gente quer que os outros passem”.


 

 

 

Veja mais, aqui.

 

 

 

Restrição da Merenda Escolar a Servidores

 

 

Outro ponto de discussão será o decreto da Prefeitura, também datado de 22 de janeiro, que proíbe o consumo da merenda escolar por servidores públicos e demais colaboradores da rede de ensino.

 

De acordo com a nova regulamentação, apenas alunos matriculados e que estejam no período escolar têm acesso à alimentação fornecida nas escolas. A comissão argumenta que essa medida pode acarretar "perdas pedagógicas e transtornos para os servidores", afetando o ambiente escolar de maneira geral.

 

“Qual estudo justifica a redução de 40% na merenda? De onde saiu que 50% da merenda é consumida pelos funcionários?”, questionou a vereadora Maria Paula (PT), também no último encontro dos vereadores na Câmara.

 

“Cortando gastos, estão cortando direitos”, concluiu.

 

 

 

 

 

Participação e Transparência

 

 

No requerimento que convoca a audiência, foram convidados o prefeito de Araraquara, Dr. Lapena (PL), o secretário municipal da Educação, Fernando Diana, e representantes do Conselho Tutelar de Araraquara. A presença dessas autoridades é fundamental para esclarecer as motivações das medidas adotadas e discutir possíveis ajustes, visando atender às necessidades da comunidade escolar.

 

A Câmara Municipal reforça a importância da participação dos cidadãos, pais, alunos e profissionais da educação no evento, garantindo que diversas perspectivas sejam ouvidas e consideradas.

 

 

Contexto e Repercussão

 

 

As mudanças propostas pela Prefeitura ocorrem em um momento de debates intensos sobre a qualidade e acessibilidade da educação pública. Segundo os vereadores de oposição, o transporte escolar é essencial para garantir a frequência dos alunos, especialmente daqueles que residem em áreas mais afastadas. “A alteração na quilometragem mínima pode representar um desafio adicional para muitas famílias, que dependem desse serviço para assegurar a educação de seus filhos”.

 

Quanto à merenda escolar, além de ser uma importante fonte de nutrição para os estudantes, a possibilidade de servidores também usufruírem da alimentação promovia um ambiente de integração e igualdade dentro das unidades de ensino.

 

A restrição imposta pelo novo decreto levanta questionamentos sobre o bem-estar dos profissionais da educação durante sua jornada de trabalho, diz o documento.

 

 

 

Anotou?

 

Audiência Pública sobre mudanças no transporte e na merenda escolar:

Quando? Quarta-feira, 5 de fevereiro;

Horário? 18H30;

Onde? Plenário do Legislativo.

 

 

 

 

 

 

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